A mãe de Yago Ravel Rodrigues, conhecido como “Ravel do CV”, criticou duramente o governo do Rio de Janeiro durante o sepultamento do filho.
A mãe de Yago Ravel Rodrigues, conhecido como “Ravel do CV”, criticou duramente o governo do Rio de Janeiro durante o sepultamento do filho, morto na megaoperação policial realizada nos complexos da Penha e do Alemão. O jovem, de 19 anos, foi encontrado decapitado, e o caso está sob investigação da Divisão de Homicídios da Capital (DHC).
Revolta no sepultamento
Durante a cerimônia, realizada na sexta-feira (31), Rakhel Rios se emocionou e questionou as declarações do governador que classificou a ação como um “grande sucesso”.
“É isso que o governo chama de sucesso? Acabar com a vida de um filho, com a vida de muitas famílias?”, desabafou.
A declaração de Rakhel foi em resposta à declaração do governador Cláudio Castro, de que a megaoperação foi considerada um sucesso.
Amigos e familiares acompanharam o enterro e pediram justiça. Eles afirmam que Ravel não tinha envolvimento com o Comando Vermelho (CV), atuando apenas como mototaxista na comunidade.
Corpo foi encontrado decapitado
De acordo com o relato da mãe, o corpo do jovem apresentava sinais de espancamento e não possuía marcas de tiro. Ravel teria sido decapitado, e a cabeça colocada em uma estaca, em um ato que Rakhel classificou como de extrema crueldade.
“Meu filho não teve marca de tiro. Cortaram a cabeça e botaram em uma estaca de troféu. Ele foi espancado e depois decapitado”, contou, ao deixar o Instituto Médico Legal (IML), onde reconheceu o corpo.
Caso sob investigação
A Divisão de Homicídios da Capital (DHC) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. O nome de Ravel consta entre as vítimas da megaoperação que terminou com mais de 120 mortos e 81 presos em comunidades da zona norte do Rio.
