A Polícia Civil do Paraná investiga se os quatro homens mortos durante a cobrança de uma dívida em Icaraíma, no Noroeste do estado, e os dois suspeitos do crime tinham ligação com o crime organizado. As vítimas — Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza — desapareceram em 5 de agosto e foram encontrados mortos 44 dias depois na zona rural da cidade. Segundo a polícia, parte dos envolvidos tinha ficha criminal extensa, e há indícios de que a dívida cobrada estaria ligada a negócios ilícitos.

Sete meses após mortes no Paraná, caso de homens de SP executados ao cobrar dívida segue sem solução. Foto: Divulgação.
Sete meses após mortes no Paraná, caso de homens de SP executados ao cobrar dívida segue sem solução. Foto: Divulgação.

A Polícia Civil do Paraná investiga se os quatro homens mortos durante a cobrança de uma dívida em Icaraíma, no Noroeste do estado, e os dois suspeitos do crime tinham ligação com o crime organizado.

As vítimas Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi, Diego Henrique Afonso e Alencar Gonçalves de Souza desapareceram em 5 de agosto e foram encontrados mortos 44 dias depois na zona rural da cidade. Segundo a polícia, parte dos envolvidos tinha ficha criminal extensa, e há indícios de que a dívida cobrada estaria ligada a negócios ilícitos.

A Polícia Civil apura se o assassinato dos quatro homens está relacionado a disputas entre grupos criminosos. De acordo com as investigações, Robishley, Rafael e Diego, todos de São José do Rio Preto (SP), viajaram ao Paraná para cobrar uma dívida acompanhados de Alencar, que os teria contratado para a missão. Eles foram vistos pela última vez em uma padaria de Icaraíma, no dia 5 de agosto, e depois desapareceram. Os corpos foram localizados em setembro, em uma área rural do município.

Os principais suspeitos do crime são Antônio Buscariollo, de 66 anos, e o filho dele, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 22, ambos foragidos. Segundo a polícia, apenas Antônio tem passagem por porte ilegal de arma; o filho não possui antecedentes. A defesa dos dois nega qualquer envolvimento no assassinato.

Dívida e atividades ilegais

Durante as apurações, investigadores descobriram que a dívida entre as vítimas e os suspeitos pode ter origem em atividades ilegais, o que motivou a análise detalhada do histórico de todos os envolvidos.

“O andamento das investigações revelou a necessidade de averiguar possível envolvimento das partes com o crime organizado, já que há indícios de que a cobrança não se limitava a um desacerto sobre uma propriedade rural”, informou a Polícia Civil em nota.

Os registros mostram que Rafael, Robishley e Diego respondiam a crimes como ameaça, estelionato, tentativa de homicídio e tráfico de drogas. Apenas Alencar não tinha antecedentes criminais.

A advogada das famílias, Josiane Monteiro, criticou a divulgação das fichas criminais das vítimas, afirmando que a medida pode gerar confusão e preconceito.

“Essa informação afronta a dignidade e a honra das pessoas que se foram, além de ferir as famílias que buscam justiça”, declarou.

Força-tarefa analisa o caso

O caso, que completou três meses nesta quarta-feira (5), segue sob sigilo. Uma força-tarefa foi montada para analisar o grande volume de dados obtidos nas investigações, e a conclusão do inquérito ainda não tem previsão.

As mortes dos quatro homens continuam cercadas de mistério, e a principal linha de investigação agora é se o crime foi motivado por conflitos entre grupos envolvidos em atividades ilícitas no interior do Paraná.

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