O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu nesta segunda-feira (10) a megaoperação policial que deixou 117 suspeitos mortos e quatro policiais baleados no estado, durante entrevista exclusiva ao programa Alô Você, apresentado por Luiz Bacci. A ação, realizada em diversas comunidades, é considerada uma das maiores ofensivas de segurança pública dos últimos anos no Rio.

Cláudio Castro deve deixar o governo do Rio em abril para concorrer ao Senado, enquanto articula a sucessão no Palácio Guanabara. Foto: Divulgação.
Cláudio Castro deve deixar o governo do Rio em abril para concorrer ao Senado, enquanto articula a sucessão no Palácio Guanabara. Foto: Divulgação.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, defendeu nesta segunda-feira (10) a megaoperação policial que deixou 117 suspeitos mortos e quatro policiais baleados no estado, durante entrevista exclusiva ao programa Alô Você, apresentado por Luiz Bacci. A ação, realizada em diversas comunidades, é considerada uma das maiores ofensivas de segurança pública dos últimos anos no Rio.

Segundo Castro, o trabalho da polícia foi planejado por mais de um ano e seguiu todas as determinações legais e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas às operações em favelas.

“Foram 12 meses de investigação e 60 dias de planejamento. Foi tudo cumprido com mandado judicial, autorizado pela Justiça e acompanhado pelo Ministério Público. Tivemos transparência total”, afirmou o governador.

O governador destacou que todos os policiais envolvidos usavam câmeras corporais e que o planejamento da ação foi apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, novo relator da Ação de Controle de Operações Policiais no STF.

“Mostramos ao ministro como tudo é feito. A operação foi conduzida com responsabilidade e respeito à lei”, disse.

O político também comentou as críticas de setores que acusam o governo de excessos e letalidade policial.

“Sempre vai ter quem queira intimidar a polícia ou demonizar o trabalho policial. Mas eu disse: não tire o pé do acelerador. Vamos seguir firmes, valorizando o policial que arrisca a vida para proteger o cidadão de bem”, declarou.

Durante a entrevista, Castro ainda falou sobre a valorização dos agentes de segurança, anunciando o reajuste do auxílio alimentação dos policiais, um pedido antigo da categoria.

“Era uma reivindicação de mais de 20 anos. A gente sabe que o Rio vive um déficit financeiro grande, mas é importante reconhecer o esforço dos nossos policiais”, afirmou.

O governador voltou a criticar o pacto federativo, alegando que a União retém grande parte dos recursos arrecadados no estado.

“O Rio arrecada cerca de R$ 460 bilhões por ano, mas continua em déficit de R$ 19 bilhões. Se não tirassem tanto, o estado estaria em uma situação financeira muito mais confortável”, disse.

A megaoperação segue sob apuração do Ministério Público e dos órgãos de controle, que irão analisar o cumprimento dos protocolos de segurança e a legalidade das ações.

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