Copiloto da Avion Express é acusado de falsificar certificados e pilotar voos comerciais pela Europa sem licença. A empresa demitiu o funcionário e abriu investigação interna. Caso reacende debate sobre segurança e checagem de credenciais na aviação.
Um copiloto da companhia aérea lituana Avion Express é acusado de ter pilotado voos comerciais pela Europa durante meses sem possuir licença válida. O homem, cuja identidade não foi divulgada, teria falsificado certificados para simular suas qualificações e assumir o cargo de primeiro oficial.
De acordo com o jornal Daily Mail, o golpista já havia trabalhado anteriormente na companhia Garuda Indonésia. Após a descoberta da fraude, ele foi demitido pela Avion Express, que abriu uma investigação interna para apurar o caso.
A Avion Express é uma empresa do tipo “wet lease”, especializada em fornecer aeronaves com tripulação completa para outras companhias aéreas. A empresa possui mais de 50 aviões, principalmente modelos Airbus A320 e A321, que operam em rotas internacionais.
Um porta-voz da Avion Express declarou ao site Aero Telegraph que a companhia recentemente identificou informações falsas sobre a experiência do copiloto e que “uma investigação interna está em andamento”.
“A segurança e o cumprimento das normas continuam sendo nossas principais prioridades”, afirmou a empresa.
Casos como esse não são inéditos no setor aéreo. Em 2024, nos Estados Unidos, um voo de uma companhia parceira da Alaska Airlines precisou desviar da rota após o piloto admitir, durante o trajeto, que não estava qualificado para pousar no Aeroporto de Jackson Hole — conhecido por suas condições extremas de altitude e ventos, que exigem habilitação especial.
O episódio relembra fraudes retratadas em filmes como O Aviador, mostrando que falsificações no setor aéreo ainda representam risco real à segurança global.
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