Apenas 77 dos cerca de 215 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) usaram câmeras corporais durante a megaoperação do dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. A informação foi dada pelo comandante da unidade, tenente-coronel Marcelo Corbage, em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

Apenas 77 dos 215 policiais do Bope usaram câmeras corporais na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Foto: Divulgação.
Apenas 77 dos 215 policiais do Bope usaram câmeras corporais na megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Foto: Divulgação.

Apenas 77 dos cerca de 215 policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) usaram câmeras corporais durante a megaoperação do dia 28 de outubro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. A informação foi dada pelo comandante da unidade, tenente-coronel Marcelo Corbage, em depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ).

O relato, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) junto com outros documentos sobre a ação, revelou que não havia câmeras suficientes para todos os agentes e que o Bope não previu baterias reservas. Segundo Corbage, a expectativa era de que a operação durasse até seis horas, mas o confronto se estendeu além do previsto.

Ele explicou que os 77 equipamentos foram distribuídos entre os grupos de policiais para que cada equipe tivesse ao menos um agente gravando. O comandante afirmou ainda que a Operação Contenção saiu da rotina da corporação devido à sua dimensão e à intensidade da reação dos criminosos.

O subsecretário de Gestão Operacional da PM, Ranulfo Souza Brandão Filho, também prestou depoimento e confirmou que os testes apontam autonomia inferior a 12 horas nas câmeras corporais. Ele destacou que a megaoperação foi resultado de uma investigação da Polícia Civil sobre o Comando Vermelho, que durou cerca de um ano e envolveu 1.800 agentes das forças de segurança.

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