O delegado Moysés Santana Gomes (DRE) revelou que um drone flagrou cerca de 70 traficantes armados com fuzis fazendo a segurança da casa de Edgar Alves de Andrade, o Doca, líder do CV, na Vila Cruzeiro, antes da megaoperação de 28 de outubro nos Complexos do Alemão e da Penha. A concentração massiva de criminosos foi filmada antes da incursão policial. Doca não foi preso na ação.
Um depoimento ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) do delegado Moysés Santana Gomes, titular da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), um dos responsáveis pela megaoperação contra o tráfico de drogas, principalmente contra a alta cúpula do Comando Vermelho (CV), nos Complexos do Alemão e da Penha, no último dia 28 de outubro, que terminou com mais de uma centena de mortes, chamou atenção.
O delegado deu detalhes da ação dos criminosos para proteger uma das casas de Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos principais membros do Comando Vermelho atualmente. Ele relatou que, antes de entrarem em operação, a Polícia estava fazendo um monitoramento aéreo por drone na região.
Detalhes
Foi neste momento que foi flagrado cerca de 70 traficantes fazendo segurança, armados com fuzis, em frente a uma dessas casas, onde tudo leva a crer que poderia estar Doca, na Comunidade da Vila Cruzeiro. Mas, acabou não sendo preso na megaoperação.
“Até o início das incursões das forças policiais, nós já estávamos com monitoramento aéreo, então, nós sabíamos que havia um grupo grande de traficantes, que estavam posicionados, no início da operação, em frente à casa do Doca. Essa informação da casa dele, inclusive, está nos autos. […] Eram mais de 70, todos armados com fuzis, preparados e se concentravam na porta da casa dele”, reforçou em depoimento.
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