A Polícia Civil (PCERJ) descobriu mensagens entre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, mandante do Caso Laís e ainda foragida, e o pai da vítima (seu marido), nas quais ela admitia agredir a enteada Alice, filha de Laís. Dois meses antes do assassinato (motivado por obsessão e ciúmes pela criança), Gabrielle escreveu: “Tomou muito tapa meu agora de manhã”.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) descobriu, nesta sexta-feira (14), mais um detalhe importante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, que foi morta com um tiro na nuca em frente ao filho de apenas 1 ano e 8 meses. O crime ocorreu no último dia 4, em Sepetiba, Zona Oeste, do Rio de Janeiro.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) teve acesso a uma troca de mensagem entre Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, principal suspeita pelo crime, e o pai da vítima, seu até então marido, Lucas Soares Ramos, em que mostra que ela admitia para ele que agredia a enteada Alice, filha de Laís.

“Tomou muito tapa meu agora de manhã”, afirmou a madrasta. “O que ela fez?”, questionou o pai.
A conversa, em que a polícia teve acesso nesta sexta-feira, aconteceu dois meses antes da morte da mãe da menina.

Entenda o caso
De acordo com as investigações policiais, Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, atual companheira do pai da filha mais velha de Laís, é a principal suspeita do crime em uma história marcada por ciúmes, obsessão e disputa pela guarda de uma criança.
Segundo a polícia, Gabrielle desenvolveu uma fixação doentia pela menina Alice, filha de Laís com Lucas Soares Ramos, seu atual marido. Testemunhas afirmaram que ela exigia ser chamada de “mãe”, interferia na rotina escolar da criança e fazia ameaças constantes à mãe biológica.
Familiares e amigos descreveram o comportamento da suspeita como controlador e possessivo. A avó paterna da menina contou que Alice se referia à madrasta como “mamãe Gabi”, e o ex-companheiro de Laís, Eimar Felipe, disse que Gabrielle “competia o tempo todo com a mãe” e tentava mostrar que podia oferecer mais à criança.
Laís foi morta com um tiro na nuca em 4 de novembro, enquanto empurrava o carrinho do filho mais novo, de 1 ano e 8 meses. O bebê não se feriu. Os executores do crime, Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto, confessaram à polícia que participaram do assassinato e disseram ter recebido R$ 20 mil pelo serviço.
Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário teve sua prisão temporária decretada por 30 dias, mas continua foragida. Para a Polícia Civil e o Ministério Público, o caso reúne provas suficientes de que o assassinato foi premeditado, motivado por ciúme e desejo de assumir o papel de mãe plena da criança.
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