Quadrilha que realizou arrastão em condomínio de luxo e roubo de joias em Ribeirão Preto planejava cometer outros 15 crimes. A polícia prendeu 15 suspeitos e estima prejuízo de R$ 10 milhões. Grupo era dividido em núcleos e chegou a alugar apartamento para monitorar vítimas. Uma das investigadas se entregou, e diversos itens foram apreendidos, incluindo joias, armas e veículos.
A quadrilha responsável por um arrastão em um condomínio residencial de luxo e por roubos de joias em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, planejava realizar pelo menos outros 15 crimes semelhantes antes de ser desarticulada pela polícia. Ao todo, 15 suspeitos foram presos, enquanto outros dois permanecem sem identificação.
As informações foram divulgadas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) em coletiva realizada nesta quarta-feira (26). Segundo os investigadores, as conclusões dos inquéritos referem-se ao ataque registrado em maio deste ano, em uma casa no bairro Ribeirânia, e ao arrastão ocorrido em um prédio de alto padrão na Rua Campos Salles, em setembro.
De acordo com o promotor Paulo José Freire Teotônio, a ação rápida das forças de segurança após os dois primeiros crimes evitou que outros 13 condomínios fossem alvo da quadrilha. As investigações apontam que os assaltos anteriores já haviam provocado prejuízos estimados em R$ 10 milhões, entre objetos de valor e joias levadas pelo grupo.
Divisão e atuação da quadrilha
Os inquéritos revelam que a organização criminosa era estruturada em três núcleos principais: financeiro, logístico e operacional. O grupo analisava movimentações bancárias das vítimas, alugava imóveis com documentos falsos para facilitar a entrada nos condomínios e utilizava armas de fogo para render moradores.
No arrastão do edifício na Rua Campos Salles, cerca de dez criminosos participaram da ação, violando seis apartamentos. A quadrilha chegou a alugar um imóvel dentro do condomínio semanas antes do ataque para monitorar circulação de moradores e planejar a execução do crime.
Suspeita se entrega à polícia
Uma das investigadas, Júlia Moretti, de 21 anos, se entregou na última segunda-feira (24), em Araçatuba. Ela é suspeita de aparecer em imagens do elevador ao lado de um homem disfarçado com peruca, durante a ação no condomínio de luxo.
Prisões e apreensões
Até agora, além dos 15 presos, foram apreendidos:
celulares
notebooks
bolsas e documentos
dinheiro em espécie
relógios e joias
malas
armas de fogo
veículos usados pelas equipes criminosas
Três carros utilizados pela quadrilha foram identificados — um localizado intacto e dois encontrados carbonizados. Além das prisões relacionadas ao arrastão, outras 14 pessoas foram detidas por mandados de prisão temporária em Ribeirão Preto, Itapecerica da Serra e São Paulo.
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