O empresário e campeão de pôquer Leandro Zavodini foi preso em SP por suspeita de integrar um esquema de furto de energia em Mato Grosso. A operação da Polícia Civil aponta participação em crimes como corrupção, estelionato e fraude processual em Lucas do Rio Verde. Zavodini foi detido durante um torneio e é dono da Agrícola Maripá, além de destaque no pôquer brasileiro.
O empresário e campeão brasileiro de pôquer Leandro Zavodini foi preso por agentes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da Polícia Civil de São Paulo, na noite desta quarta-feira (26), na zona sul da capital paulista. A prisão ocorreu durante um campeonato de pôquer no WTC Hotel, após Zavodini se tornar alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT).
A investigação aponta que o empresário integra um esquema sofisticado de furto de energia, corrupção, estelionato e fraude processual na cidade de Lucas do Rio Verde (MT). Além de Zavodini, um engenheiro, um ex-funcionário da concessionária de energia e outro empresário do agronegócio também são investigados. A operação cumpriu oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva.
Segundo a PCMT, o grupo atuou por um período prolongado, desviando para benefício próprio recursos que deveriam retornar à concessionária de energia e, consequentemente, à população. Os crimes envolvem manipulação de medidores, alteração de consumo registrado e utilização de tecnologia para ocultar irregularidades durante fiscalizações.
A prisão de Zavodini foi registrada no 27º Distrito Policial. Ele é proprietário da Agrícola Maripá, um dos principais polos de produção de soja do país, e figura relevante no agronegócio brasileiro. O empresário também é conhecido no cenário do pôquer: em novembro de 2024, conquistou o maior prêmio já entregue em território nacional até aquele momento.
As investigações continuam, e a Polícia Civil do Mato Grosso afirma que novas diligências devem ser realizadas para aprofundar a análise das provas já coletadas. Zavodini permanece preso enquanto o caso segue sob avaliação do Judiciário.
