O enterro da universitária Alisson Juliana Altamirano Poveda foi marcado por forte comoção nesta quinta-feira (27). A jovem foi encontrada morta no último domingo (23), após ter sido desmembrada na província de Tungurahua, no Equador.
O enterro da universitária Alisson Juliana Altamirano Poveda foi marcado por forte comoção nesta quinta-feira (27). A jovem foi encontrada morta no último domingo (23), após ter sido desmembrada na província de Tungurahua, no Equador.
Com a chegada do caixão, os pais de Alisson fizeram um desabafo emocionado e pediram justiça às autoridades. “Quero que a justiça seja feita. Tudo o que ela fez foi estudar. Que a justiça seja feita contra aqueles que machucaram minha menina”, disse a mãe da jovem, aos prantos.
Em outro trecho do discurso, ela lamentou a violência extrema. “Quatro pessoas machucaram minha filha. A pior coisa seria assassiná-la, sufocá-la, cortar a garganta dela… Não, meu Deus!”, desabafou.
Entenda o caso
O comandante da Subzona Policial de Tungurahua, Jimmy Viteri, relatou que agentes entraram no segundo andar de uma residência e encontraram Ronald Alexander GP dormindo em um colchão, sob o qual estava o corpo de Alisson Altamirano, já sem vida, em meio a uma poça de sangue.
Além de Ronald, Johan Santiago VM, Steven Leodán DP e Anderson Alfredo VM foram autuados pelo crime de feminicídio. Todos são equatorianos, e dois deles eram amigos da vítima. Segundo a polícia, nenhum dos quatro tinha antecedentes criminais até o momento da prisão.
Após a audiência de flagrante, a Justiça equatoriana determinou a prisão preventiva por 30 dias e deu início ao processo de investigação do caso. De acordo com o Código Orgânico Integral Penal do país, a pena para o crime de feminicídio varia de 22 a 26 anos, podendo chegar a 34 anos e oito meses em caso de agravantes.
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