Moraes autorizou que o cardiologista de Jair Bolsonaro faça visitas ao ex-presidente na PF, sem necessidade de aviso prévio. Já a entrada do fisioterapeuta só será permitida mediante indicação clínica e aprovação judicial. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por liderar a trama golpista após as eleições de 2022.

Programa do Distrito Federal permite que detentos recebam livros, leiam em até 21 dias e elaborem relatório sobre a obra; cada livro lido reduz pena em quatro dias. Foto: Divulgação.
Programa do Distrito Federal permite que detentos recebam livros, leiam em até 21 dias e elaborem relatório sobre a obra; cada livro lido reduz pena em quatro dias. Foto: Divulgação.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (2) que o cardiologista responsável por acompanhar Jair Bolsonaro (PL) possa visitá-lo na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde o ex-presidente cumpre pena pelos atos golpistas.

A decisão atende apenas parte da solicitação apresentada pela defesa. Os advogados haviam pedido que dois profissionais da área da saúde — o médico Brasil Ramos Caiado e o fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas — tivessem acesso regular ao preso.

Moraes afirmou que médicos devidamente cadastrados não precisam de aviso prévio para entrar, desde que sigam as normas impostas pela PF e pela Justiça. Porém, o ministro condicionou a presença do fisioterapeuta a uma justificativa clínica formal. Segundo o despacho, qualquer atendimento fisioterapêutico dependerá de indicação médica específica e de autorização judicial antes de ser agendado.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses e está detido na sede da Polícia Federal desde 22 de novembro, quando também teve convertida sua prisão preventiva de outro processo. No fim de novembro, Moraes determinou o trânsito em julgado da ação penal que condenou Bolsonaro e os demais integrantes do chamado núcleo 1 pelos atos golpistas. Para a Corte, o ex-presidente liderou a estrutura criminosa destinada a tentar mantê-lo no poder após a derrota nas eleições de 2022.

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