Os gêmeos Nico e Ash, bebês dos EUA, passaram a usar capacetes especiais por 23 horas diárias como parte de um tratamento para plagiocefalia, condição conhecida como “síndrome da cabeça achatada”. A mãe, Madeline Lawrence, viralizou no TikTok ao mostrar a rotina e afirmar que seguiu orientação do pediatra.
Nico e Ash, gêmeos de Utah (EUA), chamaram atenção nas redes sociais por um motivo incomum: passam 23 horas por dia usando capacetes moldadores, indicados para corrigir assimetria craniana. A rotina foi compartilhada pela mãe, Madeline Lawrence, que viralizou no TikTok ao documentar o tratamento dos bebês.
Segundo Madeline, os capacetes foram impressos em 3D e custaram US$700 (cerca de R$3,9 mil) cada, com ajuda do plano de saúde. Ela explicou que seguiu exatamente o que o pediatra orientou: 23 horas de uso diário, com uma hora de descanso para brincadeiras e interação com os pais.
“Para começar, fizemos uma hora com o capacete e uma hora sem, para ajudá-los a se acostumarem”, contou a americana, de 32 anos, em entrevista.
O que é plagiocefalia?

Gêmeos Nico e Ash usam capacete 23 horas por dia — Foto: Reprodução/TikTok
Os gêmeos estão entre os 1 em cada 8 bebês saudáveis que apresentam plagiocefalia, também chamada de síndrome da cabeça achatada. A condição acontece quando o crânio, ainda mole na infância, desenvolve achatamento ou deformidade em uma área, o que pode causar alterações visíveis, como assimetria no rosto, mandíbula, pescoço e até a impressão de uma orelha “mais avançada” do que a outra.
De acordo com o relato divulgado, a condição não afeta o desenvolvimento cerebral nem a inteligência. Entre as causas mais comuns estão: posição durante o sono, pouco tempo de bruços, processo do parto e gestações múltiplas, como no caso de Madeline.
Críticas nas redes
Apesar de viralizar, a mãe também passou a receber comentários agressivos. Alguns usuários chamaram o tratamento de exagero: “Vinte e três horas é uma loucura”, escreveu um. Outros disseram que o uso seria “desnecessário” ou “triste”.
A mãe, no entanto, afirma que não se abala com a repercussão e segue confiante: para ela, o tratamento é uma escolha de cuidado e prevenção para o futuro dos filhos, mesmo sob julgamento constante na internet.
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