O governo brasileiro intensificou as negociações com a China para reduzir os impactos das novas regras de salvaguarda anunciadas por Pequim, que passam a limitar a importação de carne bovina.
O governo brasileiro intensificou as negociações com a China para reduzir os impactos das novas regras de salvaguarda anunciadas por Pequim, que passam a limitar a importação de carne bovina. As tratativas ocorrem tanto no âmbito bilateral quanto por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Em nota divulgada na quarta-feira (31), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC) afirmou que acompanha o tema com atenção e atua de forma articulada com o setor privado, com o objetivo de preservar os interesses dos produtores e trabalhadores da cadeia pecuária brasileira.
Segundo o ministério, o Brasil tem sido um fornecedor consistente para a segurança alimentar chinesa, oferecendo carne produzida de forma sustentável, competitiva e submetida a rigorosos controles sanitários.
Governo minimiza impacto imediato
Também nesta quarta-feira, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avaliou que a taxação imposta pela China não representa, neste momento, uma preocupação grave para o Brasil. De acordo com ele, a medida já vinha sendo sinalizada pelo governo chinês, que busca proteger seus produtores locais.
Fávaro destacou que o país está mais preparado para enfrentar esse tipo de cenário devido à ampliação de mercados promovida nos últimos anos. “Neste governo do presidente Lula, abrimos 20 mercados para a carne bovina em diferentes regiões do mundo e ampliamos outros que já estavam em funcionamento”, afirmou.
Entenda as novas regras chinesas
O governo chinês anunciou que passará a adotar cotas para a importação de carne bovina a partir de 2026. O limite inicial será de 2,7 milhões de toneladas, com ampliação gradual ao longo dos anos. A medida terá validade de três anos e será aplicada globalmente.
O Brasil ficou com a maior cota entre os países fornecedores, com 1,1 milhão de toneladas por ano. Caso esse volume seja ultrapassado, a carne exportada será submetida a uma taxação de 55%.
As novas regras entram em vigor a partir de quinta-feira (1º) e, segundo o governo brasileiro, não colocam o país em desvantagem competitiva, uma vez que as restrições valem para todos os exportadores.
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