Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) após ficar internado desde 24 de dezembro para cirurgia de hérnia inguinal bilateral e outros procedimentos médicos. Com isso, o ex-presidente retorna à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe. O STF negou pedido de prisão domiciliar feito pela defesa.

Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)
Moraes nega pedido de defesa de Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e foi reconduzido à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. A saída do hospital marca a primeira vez que Bolsonaro deixa a unidade prisional desde que passou a cumprir a condenação de forma definitiva.

Bolsonaro estava internado desde o dia 24 de dezembro, quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no dia seguinte sem intercorrências, segundo a equipe médica. A condição ocorre quando tecidos do abdômen se deslocam por um ponto frágil da parede muscular na região da virilha, podendo afetar um ou ambos os lados — no caso do ex-presidente, os dois.

Durante o período de internação, os médicos avaliaram a necessidade de outros procedimentos para conter crises persistentes de soluço. No sábado (27), Bolsonaro passou por um bloqueio do nervo frênico do lado esquerdo. Dois dias depois, na segunda-feira (29), o mesmo procedimento foi realizado do lado direito. Já na terça-feira (30), segundo informou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, foi feita uma cirurgia de reforço.

Na quarta-feira (31), o ex-presidente ainda passou por uma endoscopia, exame que apontou a persistência de esofagite e gastrite. No mesmo dia, a defesa solicitou ao Supremo Tribunal Federal a conversão da pena em prisão domiciliar, alegando o estado de saúde de Bolsonaro. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, que entendeu não haver agravamento clínico que justificasse a mudança do regime.

Bolsonaro havia sido preso preventivamente após tentar violar a tornozeleira eletrônica e, posteriormente, teve a pena confirmada. Com a alta médica, ele retorna à custódia da Polícia Federal para dar continuidade ao cumprimento da condenação.

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