O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou, nesta sexta-feira (9), a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Conselho Europeu. Segundo o chefe do Executivo, o tratado representa uma vitória do diálogo e da cooperação internacional em um cenário global marcado pelo avanço do protecionismo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou, nesta sexta-feira (9), a aprovação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Conselho Europeu. Segundo o chefe do Executivo, o tratado representa uma vitória do diálogo e da cooperação internacional em um cenário global marcado pelo avanço do protecionismo.
A decisão foi tomada pela maioria dos países da União Europeia durante reunião do Comitê de Representantes Permanentes (Coreper), realizada em Bruxelas, na Bélgica. O acordo estava em negociação há cerca de 25 anos e é considerado um dos maiores tratados comerciais do mundo.
Em publicação nas redes sociais, Lula classificou o momento como histórico para o multilateralismo. Ele destacou que o acordo une dois grandes blocos econômicos que, juntos, somam cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões.
Para o presidente, o tratado amplia as possibilidades de exportação para o Brasil e os demais países do Mercosul, além de estimular investimentos produtivos europeus na região. Lula também ressaltou que o texto simplifica regras comerciais e fortalece a integração entre os blocos.
O governo brasileiro pretendia concluir o acordo ainda em dezembro, durante a Cúpula do Mercosul realizada em Foz do Iguaçu (PR), quando o Brasil encerraria sua presidência rotativa à frente do bloco. No entanto, a finalização foi adiada após pressão de setores agrícolas europeus, especialmente na França. O presidente francês, Emmanuel Macron, é um dos principais críticos do tratado.
Apesar da aprovação provisória, o acordo ainda precisa passar pelo Parlamento Europeu e ser ratificado por todos os Estados-membros da União Europeia para entrar em vigor. França, Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria votaram contra, enquanto a Bélgica se absteve.
O tratado prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais, o que pode impulsionar exportações e investimentos entre os dois blocos. Para os países do Mercosul, o acordo significa maior acesso ao mercado europeu. Já para a União Europeia, representa a diversificação de parceiros comerciais e o fortalecimento da competitividade econômica.
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