A PGR foi contra o pedido para que Jair Bolsonaro tenha uma Smart TV na cela, mas defendeu a remição de pena por leitura e sinalizou apoio religioso ao ex-presidente enquanto cumpre pena na PF em Brasília.

PGR se manifesta contrário à pedido de Bolsonaro (Foto: Fellipe Sampaio / STF)
PGR se manifesta contrário à pedido de Bolsonaro (Foto: Fellipe Sampaio / STF)

A Procuradoria-Geral da União (PGR) se manifestou contrária ao pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL), nesta quarta-feira (14), para que o ex-presidente obtivesse acesso a um aparelho de Smart TV na cela onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.

O parecer do Procurador-geral da República, Paulo Gonet, é que Bolsonaro tenha acesso ao programa de remição de pena por leitura, a fim de reduzir a pena de 27 anos e três meses de prisão.

Gonet também sinalizou positivamente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para que o ex-presidente receba apoio religioso na cela. Os nomes indicados para a posição são do Bispo Robson Lemos Rodovalho e do Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni (PL).

Bolsonaro pode não ter acesso a Smart TV

Durante o pedido, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou que “o direito à informação constitui expressão direta da dignidade da pessoa humana e integra o conjunto mínimo de garantias asseguradas àquele que se encontra sob custódia estatal”.

No entanto, Gonet retrucou a solicitação alegando que a negativa não estabelece nenhum “prejuízo de solução alternativa para fonte de noticiário buscado”.

A manifestação da PGR havia sido solicitava por Moraes, na última sexta-feira (9). O ministro agora responderá à defesa de Bolsonaro se atende ou não aos pedidos.

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