Flávio Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro sofre tortura psicológica na Polícia Federal por causa do barulho do ar-condicionado. O senador defende prisão domiciliar humanitária e diz que o ex-presidente precisa de acompanhamento permanente.

Flávio Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar humanitária (Foto: Reprodução / SBT News)
Flávio Bolsonaro volta a pedir prisão domiciliar humanitária (Foto: Reprodução / SBT News)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (13) que Jair Bolsonaro (PL) estaria sendo submetido a tortura psicológica em razão do forte ruído provocado pelo sistema de ar-condicionado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.

De acordo com o parlamentar, o ex-presidente não pode permanecer sozinho e precisaria de acompanhamento contínuo, com equipe de enfermagem 24 horas por dia.

“É um grande risco ele ficar sozinho, ele precisa de cuidados permanentes, alguém 24 horas do lado dele, da família, enfermagem, por isso a gente tem insistido tanto com o pedido de domiciliar humanitária, que é o que eu espero que o quanto antes seja deferido”, disse Flávio.

Bolsonaro ‘torturado psicologicamente’

Além de bater o pé no pedido de prisão domiciliar humanitária, o senador classificou a situação atual de Bolsonaro como desumana, alegando que o ex-presidente é obrigado a permanecer por longos períodos exposto a um barulho intenso e constante, o que, segundo ele, caracteriza tortura psicológica.

“Dá pra ouvir bem o som do ar condicionado, muito alto, ele está sendo torturado psicologicamente, sendo obrigado a ficar 12 horas por dia dormindo com um barulho desse no seu ouvido, isso não existe, isso é uma tortura que tem que mudar”, protestou o parlamentar.

Recurso negado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou, nesta terça-feira, o pedido dos advogados de Jair Bolsonaro para que os embargos infringentes que tentaram evitar a condenação do ex-presidente sejam levados para julgamento no plenário da Corte.

Os recursos foram vetados por unanimidade na Primeira Turma, composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, além de Moraes.

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