Michelle Bolsonaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do STF, para defender a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando agravamento de seu estado de saúde. Condenado a 27 anos por tentativa de golpe, Bolsonaro está preso na PF em Brasília. O pedido já foi negado por Alexandre de Moraes, mas aliados tentam sensibilizar outros ministros da Corte.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro solicitou, nos últimos dias, uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de discutir a situação de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro e defender a transferência dele para o regime de prisão domiciliar. As informações são da jornalista Andréia Sadi, do g1.
Segundo relatos de aliados próximos ao ex-chefe do Executivo, a iniciativa ocorre diante da avaliação de que Bolsonaro não teria condições físicas de permanecer no sistema prisional. Ele está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.
O pedido de domiciliar já foi apresentado pela defesa em outras ocasiões, mas voltou a ser negado recentemente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF. Diante disso, aliados avaliam que Michelle busca apoio de outros integrantes da Corte, na tentativa de abrir um diálogo que leve à revisão da decisão.
Durante o encontro com Gilmar Mendes, a ex-primeira-dama relatou viver um momento pessoal delicado e pediu atenção especial à condição clínica do marido. O ministro confirmou que recebeu Michelle, mas optou por não comentar o teor da conversa.
Nos bastidores, bolsonaristas afirmam que há divergências internas no Supremo sobre a condução do caso, o que teria motivado a estratégia de procurar outros ministros além do relator.
Desde o fim de 2025, Bolsonaro passou por procedimentos médicos, incluindo uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral e tratamentos para crises recorrentes de soluço. Mesmo assim, o STF manteve a decisão de que ele permanecesse preso.
Na semana passada, o ex-presidente sofreu uma queda dentro da unidade da Polícia Federal após passar mal. Ele foi levado para exames médicos e retornou ao local no mesmo dia.
Condenação de Bolsonaro:
Bolsonaro foi condenado em setembro e chegou a cumprir prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, mas voltou ao regime fechado após descumprir medidas judiciais. Em novembro, foi preso preventivamente após tentar danificar a tornozeleira eletrônica. Dias depois, o Supremo determinou o início do cumprimento definitivo da pena.
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