O acidente vascular cerebral (AVC) sofrido pela atriz e modelo Daniella London, aos 32 anos, acendeu um alerta para uma condição pouco discutida fora do meio médico: a tireoidite de Hashimoto. A doença autoimune, com a qual ela convive, é apontada como um possível fator associado ao episódio, apesar da idade jovem da paciente.
O acidente vascular cerebral (AVC) sofrido pela atriz e modelo Daniella London, aos 32 anos, acendeu um alerta para uma condição pouco discutida fora do meio médico: a tireoidite de Hashimoto. A doença autoimune, com a qual ela convive, é apontada como um possível fator associado ao episódio, apesar da idade jovem da paciente.
Embora o AVC seja mais comum após os 60 anos, especialistas destacam que doenças inflamatórias crônicas podem elevar o risco mesmo em pessoas jovens, sobretudo quando não diagnosticadas ou mal controladas.
O que é a tireoidite de Hashimoto
A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico passa a atacar a glândula tireoide, localizada no pescoço e responsável por regular funções essenciais do corpo, como metabolismo, batimentos cardíacos e temperatura corporal.
Com o tempo, esse ataque provoca inflamação e redução da produção de hormônios tireoidianos, levando ao hipotireoidismo. Entre os sintomas mais comuns estão cansaço excessivo, ganho de peso, queda de cabelo, alterações de humor, intolerância ao frio e dores musculares.
A condição é mais frequente em mulheres e pode permanecer silenciosa por anos antes de ser diagnosticada.
Por que o Hashimoto pode estar ligado ao AVC
A relação entre a tireoidite de Hashimoto e o AVC não é direta, mas ocorre por mecanismos indiretos. O principal deles é o estado inflamatório crônico provocado pela doença autoimune.
Esse processo inflamatório pode favorecer alterações nos vasos sanguíneos, aumentar a viscosidade do sangue e facilitar a formação de trombos — coágulos que podem bloquear o fluxo sanguíneo no cérebro, causando o AVC isquêmico, o tipo mais comum.
Além disso, o hipotireoidismo não tratado pode provocar aumento do colesterol, alterações na pressão arterial e distúrbios no ritmo cardíaco, fatores que também elevam o risco cardiovascular.
Jovens também podem ter AVC
Casos como o de Daniella reforçam que o AVC não é uma exclusividade da população idosa. Segundo neurologistas, cerca de 10% a 15% dos episódios ocorrem em pessoas com menos de 50 anos, geralmente associados a doenças autoimunes, distúrbios de coagulação, uso de anticoncepcionais, enxaqueca com aura ou condições genéticas.
Os sintomas de alerta incluem dor de cabeça súbita e intensa, dificuldade para falar, perda de força em um dos lados do corpo, confusão mental e alterações na visão.
O diagnóstico rápido e o tratamento adequado são determinantes para reduzir sequelas e salvar vidas.
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