Esse achado representa o registro mais antigo já identificado do patógeno, em uma linhagem chamada TE1-3, que divergiu das cepas modernas há cerca de 13,7 mil anos

Estudo encontra bactéria da sífilis (Reprodução/Freepik)
Estudo encontra bactéria da sífilis (Reprodução/Freepik)

A origem da sífilis segue sendo um dos debates mais complexos da história da medicina. Até hoje, pesquisadores discutem se a doença foi levada às Américas por europeus ou se já circulava entre populações indígenas antes da chegada de Cristóvão Colombo. Um novo estudo publicado na revista Science trouxe dados inéditos que ampliam essa discussão.

Cientistas identificaram a bactéria Treponema pallidum, responsável pela sífilis e outras enfermidades em um esqueleto com aproximadamente 5,5 mil anos encontrado na Colômbia. Trata-se do registro mais antigo já confirmado da presença do patógeno, superando todos os achados anteriores.

Falta de sono profundo está associada ao risco de Alzheimer, aponta pesquisa

Estudo pode ajudar no combate à sífilis

De acordo com os pesquisadores, o material genético pertence a uma versão ancestral da bactéria. Curiosamente, os ossos não apresentavam lesões típicas da doença, e ainda não é possível afirmar se essa cepa era transmitida por via sexual, como ocorre atualmente.

“As evidências genômicas atuais, juntamente com o genoma apresentado aqui, não resolvem o antigo debate sobre a origem da doença, mas mostram que existe uma longa história evolutiva de patógenos treponêmicos que já estavam se diversificando nas Américas milhares de anos antes do que se pensava”, disse a coautora do estudo, Elizabeth Nelson, antropóloga molecular da Southern Methodist University em Dallas, nos EUA, em comunicado.

Descoberta ocorreu durante análise

A descoberta aconteceu de forma inesperada, já que o esqueleto estava sendo analisado com outro objetivo. A variante genética identificada recebeu o nome de TE1-3 e, segundo o estudo, teria se separado das cepas modernas há cerca de 13,7 mil anos.

Os cientistas seguem investigando o caso e acreditam que os dados podem contribuir para o enfrentamento da atual crise de sífilis. Embora a infecção tenha tratamento eficaz, os índices de casos continuam crescendo em diversas regiões do mundo.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas