O jurista brasileiro Rodrigo Mudrovitsch foi eleito presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), tribunal responsável por julgar violações graves cometidas por países membros. Ele assume o cargo em janeiro de 2026, com mandato de dois anos, e poderá presidir julgamentos envolvendo o Estado brasileiro. Atualmente vice-presidente da corte, Mudrovitsch tem trajetória marcada por atuação acadêmica e participação em casos relevantes ligados à democracia, direitos humanos e meio ambiente.
Quem é o juiz brasileiro que pode julgar o ex-presidente, Jair Bolsonaro? O nome de Rodrigo Mudrovitsch ficou em alta no ultimos dias após o brasileiro ter sido eleito, nesta sexta-feira (21), presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), órgão responsável por julgar violações graves de direitos humanos cometidas por países membros. A posse está prevista para janeiro de 2026, com mandato de dois anos à frente do tribunal.
Mudrovitsch dividirá a presidência da corte com a juíza chilena Patrícia Pérez Goldberg, eleita vice-presidente. Atualmente, o jurista brasileiro já ocupa a vice-presidência do órgão e permanece na função até o fim deste ano.
Ele integra a Corte IDH desde 2021, quando foi o indicado mais votado para o cargo, tornando-se também o segundo magistrado mais jovem da história do tribunal. Desde então, atua como juiz e participa de decisões consideradas relevantes no cenário internacional.
Entre os julgamentos dos quais participou estão casos ligados à democracia e integridade eleitoral, autodeterminação informativa, proteção de crianças e adolescentes, violência de gênero, independência judicial, direitos dos povos indígenas e emergência climática. Também integrou a análise da Opinião Consultiva nº 32/2024, relacionada ao tema ambiental.
Rodrigo Mudrovitsch é formado em Direito e mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB), além de doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo (USP). A partir de 2026, como presidente da Corte Interamericana, poderá conduzir julgamentos que envolvam denúncias contra países membros, incluindo o Brasil.
