O episódio intensificou manifestações contra a política imigratória do presidente Donald Trump, que anunciou mudanças no comando da operação e a redução do número de agentes no estado

Alex Pretti segurando celular (Reprodução/Redes Sociais)
Alex Pretti segurando celular (Reprodução/Redes Sociais)

Agentes de imigração ligados à morte do enfermeiro norte-americano Alex Pretti, ocorrida em Minneapolis, foram afastados de suas funções e colocados em licença administrativa nesta quarta-feira (28). A informação foi divulgada por veículos da imprensa dos Estados Unidos, com base em fontes do Departamento de Segurança Nacional (DHS).

Alex Pretti foi morto a tiros durante uma operação federal voltada à detenção de imigrantes em Minnesota. No momento da ação, o enfermeiro participava de um protesto contra a presença de agentes de imigração na cidade.

O episódio gerou forte repercussão e desencadeou uma nova série de manifestações contra a política imigratória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levando o governo federal a anunciar a redução da atuação dos agentes no estado.

Agentes envolvidos deixaram Minnesota

Segundo autoridades norte-americanas, os dois agentes responsáveis pelos disparos deixaram Minnesota ainda no fim de semana. Eles permanecerão em licença administrativa enquanto o caso passa por apuração interna.

As informações foram publicadas pelo jornal The New York Times e pela emissora CBS. Até a última atualização, o Departamento de Segurança Nacional não havia se pronunciado oficialmente sobre o afastamento.

Antes mesmo da confirmação da licença administrativa, Donald Trump anunciou mudanças no comando da operação de imigração no estado. Gregory Bovino, então chefe da Patrulha de Fronteira em Minneapolis e figura considerada controversa, foi removido do cargo.

Donald Trump ameaça prefeito

Ainda nesta quarta-feira, Trump fez ameaças ao prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, caso a prefeitura não coopere com as ações federais de imigração. O presidente afirmou que o prefeito democrata estaria “brincando com fogo” ao se opor à política adotada pela Casa Branca.

Jacob Frey declarou publicamente que Minneapolis não colaboraria com a ofensiva imigratória do governo federal. No início da semana, o próprio prefeito informou que a Casa Branca havia concordado em reduzir o número de agentes destacados para a cidade, que se tornou o principal foco de tensão entre manifestantes e autoridades federais.

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