A academia, por sua vez, afirmou em nota que a decisão foi tomada por questões de segurança e limitações estruturais, e não por preconceito, lamentando qualquer mal-entendido causado

Influenciador Julio Mamute (Reprodução/Redes Sociais)
Influenciador Julio Mamute (Reprodução/Redes Sociais)

O influenciador digital Júlio Otávio Miranda da Silva, conhecido nas redes sociais como Júlio Mamute, denunciou uma academia de Santo André, na região do ABC Paulista, por suposta prática de gordofobia. Segundo ele, o estabelecimento teria se recusado a efetivar sua matrícula nas aulas de natação, alegando não possuir “estrutura adequada” para atendê-lo devido ao seu peso.

Aos 35 anos, Júlio é conhecido por compartilhar com seus seguidores a própria jornada de emagrecimento. Ele relata que já chegou a pesar cerca de 300 quilos e que, ao longo dos últimos anos, conseguiu eliminar aproximadamente 100 quilos. A recusa da academia teria ocorrido após a realização de uma aula experimental, que inclusive foi cobrada pelo local, sem que houvesse qualquer impedimento durante a atividade.

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De acordo com o influenciador, a negativa veio por telefone, quando a academia informou que não poderia prosseguir com a inscrição. Júlio afirma que questionou os argumentos apresentados, destacando que não enfrentou dificuldades relevantes durante a aula teste e que a única observação feita, relacionada à saída da piscina, foi prontamente esclarecida por ele como algo que conseguiria realizar sem problemas.

Influenciador registrou boletim de ocorrência

O caso repercutiu nas redes sociais. Júlio afirmou que não pretende se deixar constranger e reforçou que seguirá com sua rotina e com a produção de conteúdo voltada à autoestima e à saúde.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que o episódio foi registrado no 4º Distrito Policial de Santo André como ocorrência de natureza não criminal. Ainda segundo a SSP, a autoridade policial orientou o influenciador a buscar a via cível para eventual responsabilização da empresa, com base no Código de Defesa do Consumidor. O caso segue gerando discussões sobre inclusão, acessibilidade e direitos dos consumidores.

Academia se manifesta

Em resposta à repercussão do caso, a Academia Horizon, situada no bairro Campestre, em Santo André, divulgou uma nota oficial para esclarecer os motivos da recusa à matrícula do influenciador Júlio Mamute nas aulas de natação. Segundo o posicionamento do estabelecimento, a decisão teria sido tomada exclusivamente por critérios técnicos e de segurança.

De acordo com a academia, a avaliação interna indicou que, nas condições atuais da estrutura disponível, a participação do aluno poderia representar riscos à sua integridade física. A empresa afirmou que a medida não teve qualquer relação com discriminação ou preconceito, mas sim com a responsabilidade de zelar pela saúde e segurança dos frequentadores.

 “Reforçamos de forma clara que a decisão não teve qualquer relação com preconceito, mas sim, com responsabilidade, cautela e cuidado com a saúde e a segurança do próprio visitante”, alegou o estabelecimento. “Lamentamos sinceramente caso a situação tenha gerado desconforto ou sido interpretada de outra forma e pedimos desculpas por qualquer mal-entendido”, completou o texto.

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