A eleição presidencial de 2026 começa a ganhar forma com nomes experientes, governadores e outsiders no radar. Lula deve tentar a reeleição, enquanto a direita busca um representante competitivo. O cenário segue aberto.
A disputa pelo Palácio do Planalto em 2026 já mobiliza partidos e lideranças políticas. Mesmo antes do período oficial das convenções, articulações nos bastidores e movimentações públicas indicam quem pode entrar na corrida presidencial.
O cenário reúne nomes experientes, governadores em ascensão e figuras que tentam se consolidar nacionalmente.
Veja possíveis candidatos:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Atual presidente da República, Lula deve disputar a reeleição em 2026. Nascido em Caetés (PE), construiu trajetória como metalúrgico e líder sindical antes de ingressar na política. Foi presidente do Brasil por dois mandatos consecutivos, entre 2003 e 2010, e retornou ao cargo em 2023 para seu terceiro mandato.
Em 2018, ficou fora da disputa eleitoral após ser preso no âmbito da Operação Lava Jato, com base na Lei da Ficha Limpa. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou suas condenações ao reconhecer a parcialidade do então juiz Sergio Moro. Com os direitos políticos restabelecidos, Lula voltou à disputa em 2022 e derrotou Jair Bolsonaro. Agora, busca ampliar sua base para tentar permanecer no poder.

Filho mais velho de Jair Bolsonaro, Flávio é senador pelo Rio de Janeiro e um dos principais nomes do bolsonarismo. Advogado e empresário, iniciou a carreira política como deputado estadual, cargo para o qual foi eleito pela primeira vez em 2002, sendo reeleito por quatro mandatos consecutivos.
Em 2018, foi eleito senador com forte votação. Desde então, atua como um dos articuladores políticos do grupo liderado por seu pai. Com Jair Bolsonaro fora da disputa, Flávio é apontado como possível herdeiro político e nome viável para representar a direita nas eleições de 2026.

Natural de Ceilândia (DF), Michelle Bolsonaro ganhou projeção nacional ao se tornar primeira-dama em 2019. Antes disso, atuou como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, onde trabalhou em diferentes gabinetes.
Após o fim do mandato presidencial de Jair Bolsonaro, assumiu a presidência do PL Mulher e passou a ter atuação política mais direta. Com forte apelo junto ao eleitorado conservador, especialmente religioso, é considerada uma possível candidata competitiva dentro do campo da direita.

Ciro Gomes é um dos políticos mais experientes da lista e presença frequente em eleições presidenciais. Nascido em Pindamonhangaba (SP), construiu carreira no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza e governador do estado.
Também ocupou cargos de destaque no governo federal, como ministro da Fazenda, durante o governo Itamar Franco, e ministro da Integração Nacional, no primeiro governo Lula. Disputou a Presidência em diversas ocasiões e manteve protagonismo no debate político. Em 2025, retornou ao PSDB com o objetivo de se reposicionar para a disputa de 2026.
Eduardo Leite (PSD)

Natural de Pelotas (RS), Eduardo Leite iniciou a trajetória política ainda jovem, como vereador, e posteriormente foi prefeito de sua cidade natal. Em 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul, tornando-se um dos nomes mais jovens a ocupar o cargo.
Em 2022, chegou a ensaiar uma candidatura presidencial, mas acabou permanecendo na disputa estadual, sendo reeleito governador. Com perfil mais moderado, Leite busca se consolidar como alternativa de centro no cenário nacional.

Ratinho Júnior, nascido em Jandaia do Sul (PR), começou cedo na política e foi eleito deputado estadual aos 21 anos. Posteriormente, também atuou como deputado federal e secretário estadual.
Em 2018, foi eleito governador do Paraná ainda no primeiro turno, repetindo o feito em 2022. Com forte base no estado e boa aprovação, é visto como um nome em ascensão na direita, com potencial de ampliar sua atuação em nível nacional.

Empresário de Araxá (MG), Romeu Zema entrou na política recentemente, mas rapidamente ganhou destaque. Foi eleito governador de Minas Gerais em 2018 e reeleito em 2022, ambas as vezes com votação expressiva.
Com discurso liberal e foco na gestão administrativa, Zema se posiciona como alternativa à direita tradicional, tentando ampliar sua visibilidade fora de Minas Gerais.

Médico de formação e produtor rural, Ronaldo Caiado tem longa trajetória política. Fundador da União Democrática Ruralista (UDR), construiu base no agronegócio e foi eleito deputado federal por vários mandatos.
Também ocupou uma cadeira no Senado antes de se eleger governador de Goiás em 2018, sendo reeleito em 2022. Com forte ligação ao setor agropecuário, é um dos nomes da direita que buscam projeção nacional.

Empresário e influenciador digital, Pablo Marçal ganhou notoriedade nas redes sociais e passou a investir na carreira política. Em 2022, tentou disputar a Presidência, mas teve a candidatura barrada.
Posteriormente, concorreu à Prefeitura de São Paulo em 2024. Apesar da visibilidade, Marçal está inelegível após a disputa em 2024. Ainda assim, mantém discurso de que pretende disputar o Planalto.
Renan Santos (Missão)

Renan Santos é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou destaque durante as manifestações políticas da década passada. Empresário e músico, participou da articulação de movimentos que culminaram no impeachment de Dilma Rousseff.
Atualmente, preside o Partido Missão e busca consolidar seu nome como alternativa política, apostando em um discurso liberal e de renovação.
Cabo Daciolo (sem partido)

Conhecido por seu estilo marcante e discursos religiosos, Cabo Daciolo foi deputado federal e ganhou notoriedade nacional ao disputar a Presidência em 2018.
Ex-bombeiro militar, também ficou conhecido por liderar movimentos da categoria. Costuma manter presença em disputas eleitorais e deve novamente lançar candidatura em 2026.
Rui Costa Pimenta (PCO)

Dirigente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta tem atuação política desde o movimento estudantil nos anos 1970. Participou da fundação do PT e da CUT, mas deixou o partido nos anos 1990.
Desde então, lidera o PCO e já disputou diversas eleições presidenciais, mantendo uma linha ideológica mais radical à esquerda. Deve repetir a candidatura em 2026.
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