Um vídeo divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostra Jeffrey Epstein relatando que um detento tentou beijá-lo enquanto ele estava preso. Na gravação, o financista classifica o episódio como “nojento” e aponta uma pequena ferida no rosto, que, segundo ele, teria sido causada durante a abordagem. O contexto exato da declaração não é explicado nas imagens.
Um dos vídeos tornados públicos pelo Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos, na última sexta-feira (30), mostra o financista Jeffrey Epstein afirmando que sofreu uma abordagem de outro detento enquanto estava preso. Na gravação, feita durante um depoimento a policiais, Epstein relata que o homem teria tentado beijá-lo dentro da unidade prisional.
As imagens mostram Epstein sentado contra uma parede branca, vestindo um suéter cinza, enquanto fala diretamente para a câmera. Em determinado momento, ele comenta sobre objetos pessoais no local.
“Eu tenho fotos na parede. Tive que pegar fita adesiva emprestada para colocar as fotos na parede”, diz.
Em seguida, ele aponta uma pequena ferida no rosto e faz a acusação: “Vocês podem ver que eu tenho uma pequena ferida no rosto, que foi causada por um cara negro que tentou me beijar. É realmente nojento.”
O vídeo não traz detalhes adicionais sobre o episódio nem esclarece o contexto em que a declaração foi feita. Durante a gravação, uma outra pessoa, aparentemente um homem, pode ser ouvida falando ao fundo, mas não é identificada pelo DOJ. Epstein encerra o registro dizendo apenas: “Falo com vocês depois, tchau”.
Material divulgado pelo DOJ
O vídeo integra um amplo acervo liberado pelo Departamento de Justiça norte-americano, que inclui cerca de 2.000 vídeos e 180 mil imagens relacionados ao caso Epstein. A divulgação reacendeu o debate público sobre o escândalo envolvendo o financista e suas conexões com figuras influentes da política, dos negócios e das artes, dentro e fora dos Estados Unidos.
Caso Epstein
Jeffrey Epstein foi preso em 6 de julho de 2019 e mantido sob custódia federal enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores. Ele morreu em 10 de agosto de 2019, em uma cela de Nova York. A investigação oficial concluiu que a morte ocorreu por suicídio.
Antes de morrer, Epstein negociava um possível acordo de colaboração com o FBI, segundo autoridades norte-americanas.
