O relato recente da influenciadora Virginia Fonseca de que a filha Maria Alice foi diagnosticada com enxaqueca trouxe à tona um tema que ainda gera dúvidas entre pais e responsáveis: crianças também podem sofrer com esse tipo de dor de cabeça? A influenciadora contou que a menina apresentava crises após consumir chocolate, o que levantou discussões sobre a relação entre alimentação e agravamento do quadro.

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O relato recente da influenciadora Virginia Fonseca de que a filha Maria Alice foi diagnosticada com enxaqueca trouxe à tona um tema que ainda gera dúvidas entre pais e responsáveis: crianças também podem sofrer com esse tipo de dor de cabeça? A influenciadora contou que a menina apresentava crises após consumir chocolate, o que levantou discussões sobre a relação entre alimentação e agravamento do quadro.

Para tirar dúvidas sobre o assunto, o BacciNotícias conversou com o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, que explicou como identificar sintomas, possíveis gatilhos e quando a dor de cabeça infantil exige atenção médica.

Enxaqueca também atinge crianças

Segundo o especialista, a enxaqueca não é um problema restrito à vida adulta. Crianças podem apresentar o quadro, principalmente quando a dor de cabeça não está ligada a infecções comuns.

“Criança pode ter enxaqueca. Qualquer cefaleia que dura mais de 30 minutos e não está associada a gripe ou outro quadro infeccioso pode sim ser uma enxaqueca”, explica o médico.

Os sintomas costumam incluir dor de cabeça intensa, que pode ou não ser precedida por sinais conhecidos como aura. Esses sinais podem envolver mal-estar, náuseas, vômitos ou alterações sensoriais.

“A aura pode vir antes da dor de cabeça, com vômito, mal-estar ou sensação de cheiro ou gosto diferente. Depois disso, pode surgir a dor”, detalha Ejzenbaum.

Durante a crise, a criança pode apresentar irritabilidade, cansaço e sensibilidade à luz, o que muitas vezes leva à necessidade de repouso.

Alimentação pode ser gatilho

Alguns alimentos podem funcionar como desencadeadores em crianças predispostas. De acordo com o pediatra, o chocolate é apenas um dos itens associados às crises.

“Chocolate, café, queijos amarelos, alimentos com glutamato monossódico e corantes artificiais são coisas que podem desencadear a enxaqueca”, afirma.

O especialista ressalta que esses alimentos não causam a doença, mas podem favorecer o aparecimento das dores em quem já tem sensibilidade.

Telas e luz intensa também influenciam

O uso excessivo de eletrônicos e a exposição a luminosidade intensa também podem contribuir para o surgimento das crises.

“O excesso de telas próximas aos olhos e a exposição a muita luminosidade podem ser desencadeantes. Não são a causa direta, mas favorecem a enxaqueca”, explica o médico.

Como diferenciar de outros problemas

Nem toda dor de cabeça infantil é enxaqueca. Alterações de visão ou infecções como sinusite podem provocar sintomas semelhantes, por isso a avaliação médica é essencial.

Segundo Ejzenbaum, o oftalmologista pode investigar possíveis problemas visuais, enquanto o pediatra faz a triagem clínica para descartar infecções.

Quando a dor preocupa

O alerta deve ser aceso quando a dor de cabeça se torna frequente ou recorrente, interferindo na rotina da criança.

“Quando a dor aparece várias vezes e com frequência, isso precisa ser investigado”, orienta o especialista.

O diagnóstico precoce ajuda a controlar o quadro e a reduzir o impacto das crises no dia a dia.

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