Parlamentares sul-coreanos afirmam que líder da Coreia do Norte estaria preparando a filha como sucessora e ampliando sua exposição pública. Relatório da inteligência aponta possível participação da jovem em questões políticas, enquanto o regime avança em projetos militares estratégicos.

Foto: Reprodução / KRT
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O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, estaria adotando medidas para consolidar a posição da filha como possível sucessora no comando do regime. A informação foi revelada por parlamentares da Coreia do Sul nesta quinta-feira (12), com base em relatório da National Intelligence Service (NIS).

De acordo com os deputados sul-coreanos, a agência de inteligência avalia que há indícios de que a jovem, apontada como Kim Ju Ae, esteja participando de discussões e recebendo informações sobre temas políticos estratégicos.

A NIS informou que acompanhará atentamente a eventual presença da filha do líder em uma próxima reunião do Partido dos Trabalhadores, observando como ela será apresentada publicamente e se passará a ostentar algum título oficial dentro da estrutura do regime.

Coreia do Norte prepara sucessão

A adolescente, que estaria no início da adolescência, tem aparecido com frequência crescente na mídia estatal norte-coreana. Nos últimos meses, ela acompanhou o pai em compromissos considerados sensíveis, como inspeções a projetos militares e visitas técnicas a instalações de defesa, o que intensificou as especulações de analistas internacionais sobre uma possível preparação para a chamada quarta geração de liderança da dinastia Kim.

Parlamentares também relataram que Kim Jong-un supervisiona o desenvolvimento de um submarino de grande porte, com deslocamento estimado em 8.700 toneladas. A embarcação teria capacidade para transportar até dez mísseis balísticos lançados por submarino (SLBM) e pode ser projetada para operar com reator nuclear, ampliando significativamente o alcance estratégico do arsenal norte-coreano.

O movimento reforça a leitura de que o regime busca demonstrar continuidade e estabilidade interna, ao mesmo tempo em que investe na modernização de sua capacidade militar, em meio às tensões regionais e ao monitoramento constante da comunidade internacional.

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