O eclipse será visível em algumas partes remotas da Antártida e parcialmente em regiões da África e da América do Sul, mas não poderá ser observado do Brasil, segundo o Observatório Nacional

Apagão (Foto: Unsplash)
Apagão (Foto: Unsplash)

Um boato sobre um suposto “apagão mundial” ganhou força nas redes, mas o que realmente está previsto é um eclipse solar anular, fenômeno astronômico previsto no calendário científico e sem riscos para a população. Esse tipo de eclipse acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, mas sem encobrir totalmente a estrela.

Como o diâmetro aparente da Lua é menor que o do Sol nesse alinhamento, forma-se um círculo luminoso ao redor do satélite, conhecido popularmente como “anel de fogo”. O efeito pode reduzir a luminosidade do céu por alguns instantes, porém não provoca escuridão total nem qualquer impacto fora do campo visual. Trata-se apenas de um espetáculo natural observado periodicamente em diferentes partes do mundo.

O fenômeno não causa apagão e nem afeta comunicações

A expressão sensacionalista usada nas redes sociais acaba soando mais grave que o próprio fenômeno astronômico. Isso porque o eclipse não interfere em energia elétrica, não afeta sistemas de comunicação e tampouco traz riscos à saúde ou à segurança das pessoas.

Além disso, a faixa de observação será bastante limitada. O alinhamento poderá ser visto apenas em áreas remotas próximas à Antártida, de partes da África e de trechos da América do Sul, longe dos grandes centros urbanos.

Para quem está no Brasil, a chance de acompanhar o espetáculo é praticamente nula. De acordo com o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o eclipse não terá visibilidade em território brasileiro, o que frustra a expectativa de quem gostaria de observar o “anel de fogo” a olho nu (sempre com proteção adequada).

Anel de fogo (Reprodução/Freepik)

Alinhamento entre Sol, Lua e Terra

Um eclipse solar anular acontece quando a Lua se alinha entre o Sol e a Terra em um trecho mais distante de sua órbita. Por estar aparentemente menor no céu, ela não encobre o disco solar por completo e deixa visível um aro luminoso ao redor, fenômeno popularmente chamado de “anel de fogo”. Dependendo do alinhamento, a redução da luz pode ser parcial em algumas áreas, mas sem transformar o dia em noite total.

Esse será o primeiro eclipse solar do ano no calendário astronômico. Eventos desse tipo não são raros, mas a chance de observação varia conforme a região do planeta. Após essa ocorrência, um novo eclipse anular está previsto para 6 de fevereiro de 2027, quando há expectativa de melhor visibilidade em partes do Brasil, segundo projeções de astrônomos.

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