O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (19/2) que “coisas ruins” podem acontecer com o Irã caso não seja alcançado um acordo significativo sobre o programa nuclear do país.

Donald Trump durante discurso na abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, afirmando que é necessário um acordo significativo com o Irã para evitar conflito. Foto: Daniel Torok/Official White House Photo.
Donald Trump durante discurso na abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, afirmando que é necessário um acordo significativo com o Irã para evitar conflito. Foto: Daniel Torok/Official White House Photo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (19/2) que “coisas ruins” podem acontecer com o Irã caso não seja alcançado um acordo significativo sobre o programa nuclear do país.

A declaração foi feita durante a abertura da primeira reunião do Conselho de Paz, órgão criado por Trump para supervisionar a transição de poder na Faixa de Gaza.

Segundo o presidente, “ao longo dos próximos 10 dias” ficará definido se haverá negociação ou se será necessário “dar mais um passo”, em referência a possíveis ações contra o Irã.

Trump destacou que o país persa não pode desenvolver armas nucleares e que a paz no Oriente Médio depende disso.

O presidente também mencionou seu genro, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff, como envolvidos nas negociações. “Boas conversas estão sendo realizadas, mas é preciso um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins acontecerão”, afirmou.

Exercícios militares e alerta de foguetes aumentam tensão

O cenário de tensão se intensifica com exercícios militares conjuntos de Irã e Rússia no Estreito de Ormuz, realizados nesta quinta-feira (19). 

O governo russo afirmou que os treinamentos foram planejados antes da escalada de tensões, mas pediu moderação e prudência de ambas as partes

 O comandante da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, disse que os exercícios visam combater “atividades que ameaçam a segurança marítima”, incluindo o terrorismo.

Paralelamente, os Estados Unidos mantêm presença militar na região e pressionam o Irã por um acordo. O vice-presidente JD Vance afirmou que o governo avalia se continuará com a diplomacia ou buscará “outras opções”.

O Irã também emitiu alerta para possíveis lançamentos de foguetes no sul do país, sem detalhar motivos, aumentando a preocupação internacional com a possibilidade de um conflito.

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