Juliana Garcia passou por uma cirurgia de reconstrução facial no Hospital Universitário Onofre Lopes para reparar as fraturas causadas por 61 golpes desferidos pelo ex-companheiro. O crime, ocorrido em um elevador em Natal, foi registrado por câmeras e é investigado como tentativa de feminicídio. Enquanto a vítima se recupera, o agressor permanece preso e alega ter sofrido um surto no momento da violência.
Juliana Garcia dos Santos, que sobreviveu a um ataque de extrema violência cometido pelo ex-companheiro, compartilhou nas redes sociais os avanços em seu processo de reabilitação. Após ser alvo de 61 golpes dentro de um elevador que resultaram em graves fraturas e na desfiguração de suas feições, ela foi submetida a um novo procedimento cirúrgico para reparar as sequelas físicas da agressão.
Assista o vídeo:
A intervenção ocorreu no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) e utilizou a técnica de osteossíntese, procedimento complexo que visa restabelecer a estrutura óssea da face por meio de fixações específicas. O sucesso da operação dependeu de uma equipe multidisciplinar composta por especialistas em traumatologia buco-maxilo-facial, anestesistas e enfermeiros.

Antes e depois de Juliana || Reprodução: Redes Sociais
Relembre o crime
O crime, que gerou repercussão nacional, foi registrado por câmeras de segurança no dia 26 de julho do último ano, em um prédio no bairro de Ponta Negra, em Natal. As imagens do circuito interno do elevador detalham a brutalidade da ação: em um período de apenas 36 segundos, enquanto o elevador se deslocava do 16º andar até o pavimento térreo, a vítima foi atingida sucessivamente por dezenas de socos.
O agressor, identificado como o ex-atleta de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, foi preso preventivamente logo após o episódio e permanece à disposição da Justiça enquanto o processo avança nas instâncias criminais.
