Dados da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira, pelo IBGE, mostram que a taxa de desocupação do Brasil atingiu o menor patamar da série histórica no ano de 2025.

Vinte estados registraram a menor taxa de desocupação da série histórica (Foto: José Cruz / Agência Brasil)
Vinte estados registraram a menor taxa de desocupação da série histórica (Foto: José Cruz / Agência Brasil)

A taxa anual de desocupação do Brasil atingiu o patamar recorde de 5,6% no ano de 2025, recuando um ponto percentual em comparação com o resultado do ano anterior, de 6,6%, e alcançando o menor da série histórica. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Desocupação no menor patamar da série histórica

A estatística medida em 20 estados brasileiros atingiu o menor patamar histórico no ano. Foram elas: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).

O quarto trimestre de 2025 colaborou para uma queda no resultado da pesquisa. O período, de outubro a dezembro, acompanhou a média anual e também sofreu redução, mas de 1,1 ponto percentual: de 6,2% em 2024 para 5,1% no último ano.

Taxas de subutilização e informalidade

“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais: Norte e Nordeste mantêm informalidade e subutilização elevadas, evidenciando ocupações de baixa produtividade”, explica William Kratochwill, analista da pesquisa.

Segundo o IBGE, a subutilização reflete o potencial produtivo não aproveitado, evidenciando o desperdício de recursos humanos, com taxas que incluem o subemprego e a inatividade. A média no país foi de 14,5%, com estados como o Piauí atingindo patamar de 31,0%, seguido por Alagoas e Bahia, ambos com 26,8%.

Já a taxa de informalidade no país, que contabiliza trabalhadores sem registro ou contrato profissional, foi de 38,1% em 2025, com destaque para Maranhão, com 58,7%, Pará, 58,5%, e Bahia, 52,8%.

Pnad Contínua

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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