Um grupo de 47 deputados federais protocolou na quinta-feira (26) representação junto à Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Um grupo de 47 deputados federais protocolou nesta quinta-feira (26) representação junto à Procuradoria-Geral da República pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A iniciativa foi apresentada pela deputada Rosângela Moro e contou com apoio de parlamentares de partidos como PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil. No documento, os deputados solicitam abertura de investigação formal e adoção de medidas cautelares.
Supostas ligações com esquema no INSS
A representação aponta possível envolvimento de Lulinha em um suposto esquema de fraudes relacionado ao Instituto Nacional do Seguro Social.
Segundo o texto, ele teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, citado como operador financeiro do esquema. A peça menciona relatórios fazendários e depoimentos colhidos no fim de 2025 que indicariam o recebimento de valores mensais de aproximadamente R$ 300 mil.
Os parlamentares afirmam que os recursos teriam origem em propinas pagas por associações envolvidas nas irregularidades investigadas.
Mudança para a Espanha
Outro ponto destacado no pedido é a transferência de residência de Fábio Luís para Madri, na Espanha, em 2025. Para os autores, a permanência no exterior poderia dificultar eventual aplicação da lei penal, caso haja decisão judicial.
Os deputados pedem, além da prisão preventiva, inclusão do nome em difusão vermelha da Interpol, eventual extradição com base em tratado bilateral entre Brasil e Espanha, cancelamento de passaporte e monitoramento eletrônico em caso de retorno ao país.
Também foram solicitadas medidas como quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático, além de bloqueio de bens e ativos relacionados aos fatos sob apuração.
Até o momento, Fábio Luís Lula da Silva não se manifestou publicamente sobre o teor da representação. Caberá ao Ministério Público Federal avaliar se há elementos suficientes para instaurar procedimento investigatório ou adotar as providências solicitadas.
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