Um funcionário do Metrô de São Paulo foi demitido após negar ajuda a uma vítima de assédio sexual na Estação Sé, no centro da São Paulo,  na manhã desta quarta-feira (25). O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.

Vídeo mostra momento em que passageira cobra funcionário do Metrô após vítima relatar assédio na estação Sé, em São Paulo. Foto: Metrô SP.
Vídeo mostra momento em que passageira cobra funcionário do Metrô após vítima relatar assédio na estação Sé, em São Paulo. Foto: Metrô SP.

Um funcionário do Metrô de São Paulo foi demitido após negar ajuda a uma vítima de assédio sexual na Estação Sé, no centro da São Paulo,  na manhã desta quarta-feira (25). O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais.

De acordo com o Metrô, a ocorrência começou quando uma passageira procurou agentes de segurança afirmando ter sido vítima de importunação sexual dentro de um vagão.

Ela foi atendida por agentes mulheres, que ofereceram acompanhamento para o registro da ocorrência.

Durante o atendimento, no entanto, outro colaborador teria apresentado comportamento inadequado ao interagir com uma passageira que cobrava providências e assistência à vítima.

Em gravação divulgada pela página São Paulo Sobre Trilhos, uma usuária confronta o funcionário, acusando-o de comentar sobre a roupa da vítima e de se recusar a prestar ajuda.

“Você tem que orientar ela a ir lá. Está falando do short dela? É um direito dela andar do jeito que quiser”, afirma a passageira no vídeo.

As imagens circularam nas redes sociais e geraram críticas à postura do colaborador.

Demissão e posicionamento da empresa

Em nota, o Metrô informou que o funcionário será desligado por adotar conduta que não condiz com as diretrizes da companhia em um caso que exige acolhimento e respeito.

A empresa também pediu desculpas à vítima e aos demais usuários, reforçando que não compactua com qualquer tipo de assédio e que mantém treinamentos periódicos para o atendimento humanizado nas estações.

Segundo a companhia, a vítima optou por não ser encaminhada à delegacia, decisão formalizada na presença de testemunhas.

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