Alexandre de Moraes negou novamente a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro e manteve o ex-presidente na Papudinha. Segundo o STF, a unidade atende às necessidades médicas e permite visitas e acompanhamento adequado.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, voltou a negar nesta segunda-feira (2) o pedido para transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro para prisão domiciliar. Com isso, ele segue detido na unidade conhecida como Papudinha.
Na decisão, Moraes afirmou que a penitenciária atende “integralmente” às necessidades médicas de Bolsonaro. Além disso, destacou que o local permite o recebimento de “numerosas visitas de familiares, amigos, parentes e aliados políticos”.
Dados apresentados no despacho mostram que, desde 15 de janeiro — quando Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal para a unidade — até a última sexta-feira (27), ele recebeu atendimento médico frequente e manteve rotina de atividades.
Segundo o levantamento, o ex-presidente passou por atendimento médico “permanente e diário” em 144 ocasiões. Também realizou 13 sessões de fisioterapia e 33 caminhadas, registradas como atividades físicas.
No período, Bolsonaro ainda recebeu 36 visitas de aliados previamente autorizadas, além de visitas frequentes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e de seus filhos, sem necessidade de autorização prévia. Ele também teve 29 encontros com advogados e participou de quatro atendimentos religiosos com pastores e padres.
Antes da decisão, no último dia 20, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado contra a concessão de prisão domiciliar. O órgão argumentou que laudos médicos indicam que a estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar oferece condições adequadas para o tratamento de saúde do ex-presidente.
Leia mais no BacciNotícias:
