Milionários estão desembolsando até US$ 350 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) para deixar o Oriente Médio em meio à escalada de ataques envolvendo o Irã. A fuga ocorre principalmente a partir de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Milionários estão desembolsando até US$ 350 mil (cerca de R$ 1,8 milhão) para deixar o Oriente Médio em meio à escalada de ataques envolvendo o Irã. A fuga ocorre principalmente a partir de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Com o espaço aéreo restrito e aeroportos fechados, empresários e turistas de alto padrão passaram a contratar empresas de segurança privada para organizar rotas de saída por terra. O destino mais viável tem sido a Arábia Saudita, de onde é possível fretar aviões particulares para a Europa.
Segundo relatos de companhias do setor, o trajeto inclui deslocamento em comboios de SUVs com escolta armada até cidades sauditas como Riad. De lá, os passageiros embarcam em jatos executivos.
A escalada começou após ofensivas coordenadas dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos. Em resposta, Teerã lançou ataques retaliatórios contra áreas estratégicas da região, ampliando o temor de um conflito prolongado no Golfo.
Hotéis de luxo e pontos turísticos atingidos
A tensão aumentou após projéteis interceptados caírem próximos ao arquipélago Palm Jumeirah, em Dubai. O hotel Fairmont The Palm registrou incêndio na área externa depois que destroços de um ataque aéreo atingiram as proximidades. As autoridades locais informaram que não houve feridos.
Outro símbolo da cidade, o Burj Al Arab, também foi atingido por estilhaços de um drone interceptado. O impacto provocou danos na fachada e em vidros de um elevador panorâmico, mas as chamas foram controladas rapidamente pela Defesa Civil.
Enquanto isso, nas redes sociais, moradores e influenciadores compartilharam imagens dos rastros de fumaça deixados por mísseis no céu da cidade.
Empresas de segurança relatam aumento significativo na procura por evacuações privadas, especialmente por executivos do setor financeiro global e famílias estrangeiras residentes no Golfo.
O custo elevado não tem sido obstáculo para quem busca deixar a região rapidamente.
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