Israel anunciou nova onda de ataques contra Teerã e afirmou ter atingido centro de comunicações ligado à emissora estatal iraniana. Explosões foram ouvidas perto da sede da IRIB, após alerta de evacuação na capital.

Israel confirmou ataque à emissora (Foto: Forças de Defesa de Israel)
Israel confirmou ataque à emissora (Foto: Forças de Defesa de Israel)

As Forças de Defesa de Israel anunciaram na noite desta segunda-feira (2) o início de uma nova onda de bombardeios contra Teerã, capital do Irã. Segundo comunicado oficial, um dos alvos foi o complexo da emissora estatal iraniana.

De acordo com a mídia local, ao menos duas explosões foram ouvidas nas proximidades da sede da Islamic Republic of Iran Broadcasting.

Em nota, o Exército israelense afirmou que a Força Aérea atingiu e desmantelou um centro de comunicações ligado ao governo iraniano, que, segundo a versão militar, também estaria sendo utilizado para promover atividades militares sob cobertura civil, além de ações de propaganda.

A região atacada já havia sido alvo de ofensiva anterior em junho de 2025, quando uma explosão interrompeu uma transmissão ao vivo. Na ocasião, a emissora informou que um funcionário morreu em decorrência do bombardeio.

A nova ofensiva ocorre após a emissão de alerta para evacuação de áreas específicas da capital iraniana, especialmente nas imediações da sede da televisão estatal. O episódio amplia a tensão no conflito em curso e reforça o cenário de instabilidade na região.

Conflito no Oriente Médio

O conflito militar entre Estados Unidos, Israel e o Irã teve início com uma ofensiva coordenada de ataques aéreos contra o território iraniano no sábado. A operação, conduzida por forças dos EUA e de Israel, resultou na morte de líderes iranianos de alta patente, incluindo o supremo líder aiatolá Ali Khamenei, e em ataques a centros de comando e infraestrutura militar em diversas cidades iranianas.

Em resposta aos bombardeios, o Irã lançou mísseis e drones contra posições israelenses e bases militares dos EUA na região do Golfo, ampliando o teatro de hostilidades para além das fronteiras iniciais, refletindo ataques em países como Catar, Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Bahrein, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.

Os confrontos já resultaram em 555 mortos e ao menos 747 feridos, de acordo com dados divulgados pelo Crescente Vermelho, entidade humanitária que atua em países de maioria muçulmana.

A crise também impacta setores civis e econômicos da região e do mundo, incluindo interrupções no tráfego marítimo do Estreito de Hormuz, principal rota de exportação de petróleo, e cancelamentos de voos comerciais.

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