Michel Temer descarta candidatura à Presidência em 2026 e defende que o MDB dê autonomia aos diretórios estaduais. Decisão ocorre em meio a divisões internas sobre alianças e rumos do partido.
O ex-presidente Michel Temer comunicou a interlocutores que não será candidato à Presidência da República em 2026. Além disso, ele defendeu que o MDB dê liberdade para que seus diretórios estaduais definam os rumos da legenda na disputa pelo Palácio do Planalto.
A decisão ocorre em um momento de articulação interna no partido. Recentemente, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que Temer seria um nome capaz de “unir o partido” em torno de uma candidatura própria. Segundo ele, havia um sentimento nas bases da sigla favorável ao ex-presidente, especialmente pela experiência política acumulada.
Decisão prioriza autonomia partidária
Apesar da sinalização pública de apoio, Temer optou por não entrar na corrida eleitoral. Na avaliação dele, o cenário político atual exige maior flexibilidade interna, o que passa por permitir que lideranças regionais tenham autonomia para decidir alianças e estratégias.
A proposta busca evitar conflitos dentro do partido, que historicamente abriga diferentes correntes políticas em seus estados.
MDB vive divisão interna
O MDB enfrenta um cenário de divisão sobre qual caminho seguir em 2026. Parte da legenda ocupa espaço no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com três ministérios, enquanto outra ala mantém proximidade com setores da direita.
Entre esses nomes está o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, que tem alinhamento com apoiadores de Flávio Bolsonaro para a disputa presidencial.
Estratégia para evitar racha
Ao comentar o cenário, Baleia Rossi afirmou que uma eventual candidatura de Temer poderia amenizar as diferenças internas. Ainda assim, destacou que o partido tem tradição em administrar divergências.
Com a decisão do ex-presidente de não concorrer, o MDB deve intensificar as negociações regionais e nacionais para definir seu posicionamento nas eleições de 2026.
