Dois meses após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, a família segue vivendo dias de angústia em Bacabal. Nas redes sociais, a mãe das crianças fez um desabafo emocionado sobre a falta de respostas e o sofrimento diante da ausência dos filhos. Enquanto isso, a polícia continua investigando o caso e analisando diferentes hipóteses sobre o que pode ter ocorrido após o grupo se perder na mata.

(Foto: Reprodução)
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Dois meses após o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, 4, a mãe das crianças fez um desabafo nas redes sociais sobre a dor e a incerteza vividas pela família. O caso aconteceu em Bacabal (MA) e ainda não teve desfecho.

Em uma mensagem publicada nos stories, a mãe escreveu: “Às vezes só queria que Deus sentasse do meu lado e me mostrasse o que fazer”, expressando a angústia diante da ausência de notícias sobre o paradeiro dos filhos.

As crianças desapareceram após entrarem em uma área de mata próxima de casa. Na ocasião, elas estavam acompanhadas de Anderson Kauã, que também havia sumido, mas foi localizado três dias depois.

Segundo relato do menino às equipes de investigação, os três se perderam dentro da mata enquanto tentavam voltar para casa. A declaração mudou o rumo das investigações, que inicialmente consideravam a possibilidade de um crime.

Investigação segue em andamento

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Éderson Martins, os investigadores identificaram um ponto conhecido como “casa caída”, um casebre localizado no meio da mata, que teria sido o último local onde as crianças estiveram juntas.

Para verificar se o trajeto era possível, equipes da polícia refizeram o caminho até o local. Adultos acompanhados por moradores que conhecem a região levaram entre quatro horas e meia e cinco horas para completar o percurso.

A polícia também realizou uma reconstituição com Anderson Kauã, que guiou os agentes até o ponto indicado. Durante o procedimento, os investigadores afirmaram que o menino demonstrou familiaridade com o terreno e caminhou com rapidez pela área de mata.

Buscas apontaram presença das crianças

Cães farejadores foram utilizados durante as buscas e indicaram que as três crianças estiveram na chamada “casa caída”. Segundo os investigadores, ao seguirem o odor de Ágatha e Allan, os cães se direcionaram para a margem do rio Mearim.

Já quando rastreavam o cheiro de Kauã, o trajeto levava para uma trilha diferente, o que reforça a hipótese de que as crianças possam ter se separado em determinado momento.

Apesar das novas informações reunidas ao longo da investigação, o inquérito ainda não foi concluído e as autoridades seguem analisando diferentes possibilidades para explicar o desaparecimento.

Enquanto isso, familiares e voluntários continuam mobilizados em busca de respostas sobre o paradeiro das duas crianças.

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