A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido de indenização feito por Rafael Eduardo Schemmer, que processou a ex-companheira após ser exposto em um vídeo conhecido como “chá revelação de traição”. O caso foi analisado pela Vara Judicial da Comarca de Ibirubá, e o juiz entendeu que não havia elementos suficientes para responsabilizar civilmente as pessoas envolvidas.

Homem exposto em 'chá revelação de traição' perde indenização na justiça
Homem exposto em 'chá revelação de traição' perde indenização na justiça

A Justiça do Rio Grande do Sul rejeitou o pedido de indenização apresentado pelo agricultor Rafael Eduardo Schemmer após a repercussão de um vídeo conhecido nas redes sociais como “chá revelação de traição”.

Na ação judicial, ele solicitava R$ 100 mil por danos morais e também pedia a remoção das imagens da internet. O processo foi analisado pela Vara Judicial da Comarca de Ibirubá.

Apesar de reconhecer que a ex-companheira do agricultor, Natália Knak, e uma tia dela participaram da gravação e do compartilhamento inicial do vídeo, o juiz João Gilberto Engelmann concluiu que não havia elementos suficientes para responsabilização civil.

Homem exposto em 'chá revelação de traição' perde indenização na justiça

Homem exposto em ‘chá revelação de traição’ perde indenização na justiça

Na decisão, o juiz afirmou que o episódio precisava ser analisado dentro do contexto das traições admitidas pelo próprio autor da ação. Segundo ele, recorrer à Justiça para tentar impedir a manifestação da ex-companheira poderia representar uma tentativa de inverter os papéis entre vítima e agressor.

O juiz citou ainda o risco de “revitimização institucional”, ao destacar que a situação deveria ser avaliada considerando as circunstâncias relatadas no processo.

Pedidos das duas mulheres também foram negados

Além do pedido feito por Rafael, as duas mulheres envolvidas no caso também apresentaram solicitações de indenização.

Natália Knak pediu R$ 150 mil por danos morais, alegando sofrimento causado por repetidas traições e risco à própria saúde durante a gestação. Já a tia dela solicitou R$ 10 mil, afirmando ter sido incluída indevidamente no processo. Os dois pedidos também foram rejeitados pela Justiça.

Outro ponto considerado na decisão foi o comportamento do próprio agricultor após a repercussão do caso. Conforme o magistrado, Rafael participou de entrevistas e se envolveu publicamente na discussão sobre o episódio, o que enfraqueceria a alegação de dano significativo à sua honra ou imagem.

Relembre o caso

O episódio que originou o processo ocorreu em julho do ano passado na cidade de Quinze de Novembro.

Na ocasião, Natália reuniu familiares em um evento que aparentava ser um tradicional chá revelação. Durante a reunião, porém, ela decidiu expor supostas traições do companheiro diante dos convidados.

No vídeo que circulou nas redes sociais, o agricultor aparece de costas enquanto a mulher apresenta mensagens, fotos e acusações de infidelidade. Ao ser questionado, ele permaneceu em silêncio durante boa parte da gravação.

Após o episódio, o casal rompeu definitivamente o relacionamento e não mantém mais contato. O filho dos dois nasceu em fevereiro deste ano.

A decisão judicial ainda pode ser contestada por meio de recurso.

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