O governo dos Estados Unidos prepara o anúncio da inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida pode ser oficializada nos próximos dias, após a conclusão de trâmites internos da administração americana.

Presidente dos EUA, Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)
Presidente dos EUA, Donald Trump (Reprodução/Redes Sociais)

O governo dos Estados Unidos prepara o anúncio da inclusão das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida pode ser oficializada nos próximos dias, após a conclusão de trâmites internos da administração americana.

Segundo informações divulgadas pelo portal UOL, a documentação sobre os dois grupos já foi finalizada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e passou por avaliação de outras agências do governo, que também aprovaram o conteúdo.

O processo segue o mesmo modelo adotado pelo governo Trump para classificar outras organizações criminosas da América Latina como terroristas, entre elas o cartel mexicano Cartel de Jalisco Nueva Generación e o grupo venezuelano Tren de Aragua.

Trâmites para oficializar a decisão

Após a análise final do secretário de Estado, Marco Rubio, o documento ainda deverá ser enviado ao Congresso dos Estados Unidos. Em seguida, a decisão precisa ser publicada no Registro Federal do país.

Somente depois dessas etapas a classificação passa a ter validade legal, processo que pode levar cerca de duas semanas até a formalização.

O que muda com a classificação

Caso PCC e CV sejam oficialmente enquadrados como organizações terroristas estrangeiras, uma série de sanções pode ser aplicada.

Entre as principais consequências estão:

  • congelamento de bens e ativos ligados às facções em território norte-americano;

  • bloqueio de acesso ao sistema financeiro dos EUA;

  • proibição de apoio material, incluindo financiamento, treinamento ou fornecimento de armas por cidadãos ou empresas americanas.

Além disso, a medida amplia o monitoramento financeiro e pode gerar restrições migratórias contra pessoas associadas aos grupos.

Itamaraty acompanha o tema

Ainda segundo a reportagem, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, foi informado sobre o avanço do processo em Washington e tenta abrir diálogo com Marco Rubio para discutir o tema.

Até a publicação das primeiras informações, porém, não havia confirmação de que os dois tenham conversado oficialmente sobre o assunto.

Articulação política

A reportagem também aponta que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria solicitado apoio internacional para impulsionar a iniciativa.

Segundo a apuração, ele teria procurado os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, pedindo apoio para pressionar o governo americano a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.

Leia mais no BacciNotícias:

Vídeos curtos

Mais lidas