O ministro Alexandre Silveira negou interferência do governo na Petrobras após a alta do petróleo, impulsionada pelos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Ministro negou participação do governo na empresa (Foto: Ricardo Botelho / MME)
Ministro negou participação do governo na empresa (Foto: Ricardo Botelho / MME)

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), negou que o governo tenha interferência no preço do petróleo, em alta desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Nesta quarta-feira (11), ele afirmou que a visão de atuação estatal na empresa se trata de um “equívoco”.

Ministro reage ao aumento do preço do petróleo

“Há um equívoco quando se dirige à Petrobras falar que o governo vai interferir na Petrobras. A Petrobras é uma empresa que tem governança”, revelou Silveira durante audiência da Comissão de Minas e Energia, na Câmara dos Deputados.

A cotação média do barril de petróleo antes da escalada dos conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã era de 73 dólares, e chegou a alcançar os 120 dólares nos últimos dias. O barril não superava os 100 dólares desde 2022, quando o confronto entre Rússia e Ucrânia repercutiu em peso no preço da commodity.

Commodity pode refletir no mercado

A pressão sobre a cotação pode acarretar ainda aumento no preço dos combustíveis no Brasil. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira (06), as oscilações ainda geram imprevisibilidade.

“Neste momento a gente está se perguntando até que momento essa cotação vai continuar. E essa pergunta ainda não está respondida. Se essa volatilidade for grande e a subida for grande assim, ela vai exigir respostas mais rápidas se a subida fosse mais lenta. Neste momento, não temos certeza dessa premissa”, revelou Magda.

Com os conflitos constantes no Estreito de Ormuz, por onde passam grande parte do petróleo exportado em todo o mundo, a cotação da commodity segue pressionada, e a incerteza futura ainda gera dúvidas.

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