A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (12) o projeto de lei que propõe trocar o nome da rua Peixoto Gomide, na região da avenida Paulista, para Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar pela votação no plenário da Casa.

A mudança busca reparar homenagem ao senador e preservar a memória de Sophia Gomide. Foto: Google Street View.
A mudança busca reparar homenagem ao senador e preservar a memória de Sophia Gomide. Foto: Google Street View.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (12) o projeto de lei que propõe trocar o nome da rua Peixoto Gomide, na região da avenida Paulista, para Sophia Gomide. A proposta ainda precisa passar pela votação no plenário da Casa.

O projeto é de autoria das vereadoras Silvia Ferraro (PSOL) e Luna Zarattini (PT), com apoio da Bancada Feminista do PSOL e de organizações como Minha Sampa e Instituto Polis. 

Segundo as parlamentares, a mudança busca reparar a homenagem ao ex-senador e preservar a memória da vítima. O único voto contrário na comissão foi do vereador Lucas Pavanato (PL).

Sophia Gomide foi assassinada em 1906 pelo próprio pai, o então senador Peixoto Gomide, que não aceitava seu casamento. Apesar do crime, em 1914, a Câmara deu o nome do ex-senador à rua, sem mencionar o assassinato da filha.

Parte de campanha maior

O projeto faz parte da campanha “Feminicida não é herói”, que busca retirar homenagens a autores de feminicídios em ruas e espaços públicos da cidade.

Silvia Ferraro afirmou,

“Esperamos que o plenário da Câmara referende a proposta de alteração do nome da rua e faça a devida reparação a Sophia Gomide. Queremos que esta mudança sirva como exemplo de que nossa cidade não tolera mais violência contra a mulher”.

Próximos passos

Outro projeto ligado à campanha, que proíbe dar nomes de pessoas que cometeram feminicídio a ruas e espaços públicos, já foi aprovado em primeira votação.

A segunda votação deve ocorrer ainda em março e, se confirmada, seguirá para sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

A iniciativa propõe mudanças em outras vias:

  • Rua Moacir Piza, no centro, passaria a se chamar Nenê Romano, mulher assassinada por ele em 1923.
  • Rua Alberto Pires, na zona norte, seria renomeada para Dona Leonor de Camargo Cabral, também vítima de feminicídio.

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