Áudios obtidos pelo portal BacciNotícias mostram a revolta da prima de Caroline Pereira, que afirma que a jovem estava em coma e não morta ao sair do hospital. Segundo o relato, testemunhas fugiram da capela após a mulher abrir os olhos e tossir durante o velório. A família alega ter provas em vídeo e contesta a versão oficial de espasmos pós-morte.
Novos desdobramentos sobre o caso da jovem Caroline Costa Nunes Pereira, de 27 anos, trazem à tona a indignação que ronda os familiares após o velório e sepultamento da jovem em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O portal BacciNotícias, teve acesso a áudios de uma prima de Caroline, nos quais ela detalha o pânico vivenciado na Capela Mortuária do Frade.
Como tudo aconteceu
Segundo o relato, a família está convencida de que Caroline não havia falecido no Hospital Municipal da Japuíba, mas que estaria em estado de coma quando o óbito foi atestado. A prima expressou revolta com a conduta da unidade de saúde, afirmando que a jovem teria despertado diante de todos os presentes, vindo há falecer horas depois dentro do caixão.
“Bom dia gente eu estou indignada. Como que pode o médico do hospital de Jacuíba falar que a minha prima tinha morrido, entendeu? Todo mundo tá no velório dela, ali na capela, aqui na Capela do Frade né? Achando que a minha prima realmente estava morta. Aí minha prima vai e tosse, abre o olho, vê todo mundo ali sem saber o que estava acontecendo. A minha prima estava em coma e o médico deu o laudo que minha prima tinha morrido. Minha prima morreu dentro do caixão ali na capela na frente de todo mundo. Gente isso é um absurdo. Como eles podem dar um lado de que a pessoa morreu sendo que ela está viva? Poxa minha prima em coma gente. Isso é um absurdo“, diz a prima no primeiro áudio.
Ouça o áudio:
Reação das testemunhas
De acordo com a prima, Caroline abriu os olhos e tossiu enquanto os amigos e familiares prestavam as últimas homenagens, gerando uma situação de incredulidade. Ainda no relato, a prima revelou que os primos da jovem gravaram vídeos, registrando toda a movimentação dentro do velório.
Porém, os registros, ainda estão sendo mantidos em sigilo pela família, que aguarda orientações jurídicas para decidir sobre a divulgação pública dos materiais.
“”Quando ela tossiu gente, todo mundo correu, não ficou um, entendeu? Tossiu e abriu o olho ninguém ficou. Meus primos tem as filmagens e tudo, mas ainda ninguém jogou nas redes não. A gente está esperando para ver o que vai acontecer tá bom?”, diz a prima no segundo áudio.
Próximos passos
O caso deve seguir para a esfera judicial, onde a perícia e os vídeos citados pela família serão peças fundamentais para esclarecer se houve erro médico ou se as manifestações foram, de fato, fenômenos fisiológicos comuns após o óbito.
Leia a nota da Prefeitura:
“A direção do Hospital Municipal da Japuíba informa que a paciente Caroline Costa Nunes Pereira, 27 anos, cujo caso vem sendo amplamente divulgado nas redes sociais, faleceu às 16h30 do dia
12 de março de 2026.Após a constatação do óbito, já em velório, a paciente apresentou um espasmo corporal. Esse tipo de manifestação é conhecido na literatura médica como reflexo pós-morte e pode ocorrer em alguns casos devido à atividade residual do sistema nervoso, não alterando o diagnóstico de morte previamente confirmado.
A paciente encontrava-se internada no hospital com quadro clínico grave, decorrente de insuficiência cardíaca associada a complicações infecciosas.
Durante a internação, ela apresentou uma arritmia cardíaca súbita, evoluindo para parada cardiorrespiratória.
Todas as medidas de reanimação previstas em protocolo foram imediatamente adotadas pela equipe médica, porém sem reversão do quadro.
O óbito foi confirmado após de exame elétrocardiograico.
O hospital se solidariza com familiares e amigos neste momento de dor e permanece à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários.“
