Ministros do STF avaliam conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por questões de saúde. Relator do processo, ministro Alexandre de Moraes ainda avalia decisão, que ainda depende de parecer da PGR.

Moraes pede posicionamento da PGR (Foto: Luiz Silveira / STF)
Moraes pede posicionamento da PGR (Foto: Luiz Silveira / STF)

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pedem ao relator, ministro Alexandre de Moraes, que conceda prisão domiciliar humanitária a Jair Bolsonaro (PL), após o sexto pedido da defesa do ex-presidente pela mudança no regime de prisão.

A decisão seria motivada por uma análise sobre o atual estado de saúde do ex-chefe de Estado, internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, e ainda sem previsão de receber alta médica. A informação foi divulgada inicialmente pelo SBT News.

A medida também reduziria a tensão principalmente da oposição sobre a Corte, que sofre com rumores de que magistrados estariam associados ao caso Master.

Moraes avalia conceder domiciliar

Pelo menos três ministros teriam avaliado a possibilidade de conceder domiciliar a Bolsonaro. Um deles teria ainda conversado com Moraes para recomendar que a medida seja adotada.

Pré-candidato à Presidência da República pela oposição, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se reuniu com o relator no STF, na terça-feira (17). Outro representante do bloco, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também teria conversado com o ministro através de mensagens.

Diante da apresentação da defesa de Bolsonaro pelo sexto pedido de prisão domiciliar, Moraes deverá questionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar uma decisão.

Jair Bolsonaro na UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na UTI na última sexta-feira (17), com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. A condição é um tipo de infecção pulmonar que pode atingir simultaneamente os dois pulmões e exigir acompanhamento médico intensivo.

Nesta quarta-feira (18), o cardiologista Brasil Caiado afirmou que o ex-presidente apresentou “resultado parcial bom” nos exames realizados pela manhã e que a tendência é de melhora. Por outro lado, o médico não estipulou previsão de alta.

Segundo Caiado, os exames indicaram melhora parcial no pulmão direito, enquanto o pulmão esquerdo ainda apresenta comprometimento moderado e difuso.

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