O governo da Argentina afirmou que pode oferecer apoio militar aos Estados Unidos em um eventual conflito contra o Irã. A declaração reforça o alinhamento do presidente Javier Milei com Washington, embora fontes militares apontem limitações operacionais para uma atuação em larga escala.
O governo da Argentina indicou que pode prestar apoio militar aos Estados Unidos em um possível conflito contra o Irã. A declaração foi feita pelo secretário de comunicações, Javier Lanari, que afirmou que o país sul-americano atenderia a um eventual pedido de Washington.
“Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência necessária será fornecida”, disse.
Até o momento, não houve solicitação oficial por parte do governo norte-americano. Apesar da sinalização política, fontes militares ouvidas pela imprensa internacional minimizaram a possibilidade de atuação direta, afirmando que a Argentina não possui capacidade técnica e operacional para participar de uma operação de grande escala no Oriente Médio.
Possível apoio naval
Mesmo com as limitações, o país avalia enviar unidades navais para colaborar na proteção de rotas marítimas internacionais no Estreito de Ormuz, região estratégica para o transporte global de petróleo.
A iniciativa se diferencia da postura de outros aliados dos EUA, como Alemanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e Japão, que descartaram o envio de tropas para a região.
Alinhamento internacional
A posição do governo de Javier Milei reforça o alinhamento recente com os Estados Unidos e Israel.
Nos últimos dias, a Casa Rosada também formalizou a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo decisão semelhante adotada por Washington, e voltou a classificar o Irã como inimigo.
Histórico de cooperação
Não é a primeira vez que a Argentina apoia os EUA em conflitos internacionais. Na década de 1990, durante o governo de Carlos Menem, o país enviou navios para a região do Golfo durante a Guerra do Iraque, em apoio às forças lideradas pelos americanos.
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