Lula responsabilizou o governo Bolsonaro e a gestão do Banco Central pelo caso Banco Master e prometeu aprofundar as investigações. Em evento político, também falou sobre eleições, citou Alckmin e voltou a criticar o Conselho de Segurança da ONU.

Bolsonaro, o ex- ministro da Economia, Paulo Guedes (à esquerda), durante posse de Roberto Campos Neto (à direita) no — Foto: Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro, o ex- ministro da Economia, Paulo Guedes (à esquerda), durante posse de Roberto Campos Neto (à direita) no — Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as irregularidades envolvendo o Banco Master têm origem no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e na gestão de Roberto Campos Neto à frente do Banco Central.

Durante discurso, Lula declarou que o caso seria o “ovo da serpente” das gestões anteriores e criticou tentativas de atribuir responsabilidades ao atual governo. “Não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo o que aconteceu”, disse.

Declaração de Lula em evento político

A fala ocorreu durante evento do PT que marcou o lançamento da pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo de São Paulo.

Na ocasião, o presidente também afirmou que o banco surgiu em 2019 e atribuiu decisões regulatórias da época à gestão anterior do Banco Central.

Investigações em andamento


O caso Banco Master é alvo de diferentes frentes de apuração. Entre elas, estão a tentativa de compra da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento e a atuação de influenciadores que teriam sido pagos para atacar o Banco Central nas redes sociais.

O empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco, foi preso no início de março em desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Cenário eleitoral e Alckmin

Ainda durante o evento, Lula comentou sobre as eleições e mencionou o vice-presidente Geraldo Alckmin. Segundo ele, há possibilidade de que Alckmin volte a compor a chapa presidencial ou dispute uma vaga no Senado.

O presidente afirmou que a decisão dependerá de conversas entre Alckmin e Haddad, avaliando qual posição traria melhores resultados políticos para o grupo.

Lula também destacou a importância de ampliar a presença da base governista no Senado por São Paulo, atualmente sem representantes alinhados ao governo federal.

Críticas ao Conselho de Segurança da ONU

No discurso, o presidente voltou a criticar o Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, os países que integram o grupo são os principais envolvidos em conflitos globais.

“O Conselho de Segurança foi criado para manter a paz, mas são justamente esses países que mais fazem guerra”, afirmou.

O presidente também disse que pretende cobrar posicionamentos dos líderes das cinco nações que compõem o órgão: Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia.

Lula voltou a defender uma reformulação do Conselho, argumentando que a atual estrutura não representa o cenário geopolítico atual e dificulta avanços diplomáticos.

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