A Receita Federal abriu o prazo para o Imposto de Renda 2026, que vai até 29 de maio. Contribuintes com renda acima de R$ 35.584 em 2025 devem declarar. Restituições começam em maio e haverá lote extra para quem não declarou no ano anterior.
A Receita Federal iniciou nesta segunda-feira (23) o prazo para envio da declaração do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos de 2025. Os contribuintes têm até o dia 29 de maio para prestar contas ao fisco. A expectativa do governo é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano.
Quem é obrigado a declarar
Estão obrigadas a declarar as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ao longo de 2025, o equivalente a R$ 2.965,33 por mês, incluindo salários, aposentadorias e aluguéis.
Também devem enviar a declaração quem teve receita bruta rural superior a R$ 177.920 no período.
Além disso, permanecem valendo outros critérios, como:
- posse de bens acima de R$ 800 mil;
- rendimentos isentos ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil;
- operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil ou com lucro tributável;
- ganho de capital na venda de bens;
- residência no Brasil ao longo de 2025.
Declaração pré-preenchida ganha reforço
Uma das principais apostas da Receita neste ano é a ampliação da declaração pré-preenchida, que já estará completa desde o início do prazo em todas as plataformas.
O sistema passou a incluir novos dados, como:
- informações do e-Social (empregados domésticos);
- rendimentos de aplicações financeiras;
- dados de DARFs;
- recibos médicos do sistema Receita Saúde.
Segundo o secretário Robinson Barreirinhas, a inclusão desses dados deve reduzir erros e evitar que contribuintes caiam na chamada “malha fina”. Ainda assim, a Receita alerta que a conferência das informações continua sendo responsabilidade do cidadão.
Quem optar pela declaração pré-preenchida e escolher receber a restituição via Pix (chave CPF) terá prioridade no pagamento.
Restituição mais rápida e menos lotes
Outra mudança importante está no calendário de restituições. Em 2026, os pagamentos serão feitos em quatro lotes — um a menos que nos anos anteriores.
Confira as datas:
- 1º lote: 29 de maio
- 2º lote: 30 de junho
- 3º lote: 31 de julho
- 4º lote: 28 de agosto
A Receita pretende concentrar cerca de 80% dos pagamentos nos dois primeiros lotes. A ordem de prioridade segue critérios legais, como idade, deficiência e renda oriunda do magistério, além do uso da pré-preenchida com Pix.
“Cashback” para quem não declarou
Uma novidade deste ano é a criação de um lote extra de restituição, apelidado de “cashback”. Ele será destinado a contribuintes que tinham direito a valores, mas não entregaram a declaração em 2025 por não serem obrigados.
O pagamento está previsto para 15 de julho e deve beneficiar cerca de 4 milhões de pessoas, com valores de até R$ 1 mil. Para receber, é necessário ter chave Pix vinculada ao CPF.
Isenção até R$ 5 mil não vale para este ano
Apesar da nova faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais já estar em vigor, ela só terá impacto na declaração de 2027.
Para o IR 2026, continuam valendo as regras baseadas nos rendimentos de 2025. Ou seja, mesmo quem ficou isento de pagar imposto pode precisar declarar, dependendo do total anual recebido e de outros critérios.

Tabela do Imposto de Renda 2025 que vale para a declaração do IR 2026 — Foto: Divulgação
Como fazer a declaração
O contribuinte pode enviar a declaração por diferentes plataformas:
- programa instalado no computador;
- sistema online “Meu Imposto de Renda”;
- aplicativo oficial para celular.
O acesso digital exige conta gov.br com nível prata ou ouro.
O sistema também recebeu melhorias, como alertas automáticos para erros comuns — incluindo inconsistências em despesas médicas, dependentes e chaves Pix inválidas.
Documentos e cuidados
Especialistas recomendam reunir todos os documentos com antecedência, como:
- informes de rendimentos;
- comprovantes de despesas médicas e educacionais;
- documentos de bens e dívidas;
- extratos bancários e investimentos;
- recibos de aluguel e atividade rural.
A organização é fundamental para evitar erros e problemas com o fisco.
