O advogado da família da policial militar Gisele Alves Santana pediu, nesta segunda-feira (23), que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto seja demitido do cargo após o caso de feminicídio.

Foto: Reprodução
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O advogado da família da policial militar Gisele Alves Santana publicou um vídeo nesta segunda-feira (23) pedindo que o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, suspeito de ter cometido feminicídio contra a esposa, seja demitido do cargo.

“Exijo do senhor secretário de segurança do comando geral do policiamento, que instaure um procedimento chamado CJ (Conselho de Justificação), que utilize a via rápida e demita imediatamente esse senhor que ostenta ainda a patente de tenente-coronel”, declarou o advogado, José Miguel Jr. Silva.

Ainda segundo a defesa dos familiares da PM, existe uma separação entre as justiças penal e administrativa, o que garante a possibilidade da corporação punir o suspeito.

Relembre o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central de São Paulo capital. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso mudou de rumo após a exumação do corpo e novos laudos periciais, que apontaram inconsistências na versão apresentada pelo companheiro dela.

Com base nas investigações, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A prisão foi autorizada pela Justiça após pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público.

Perícias indicaram que a trajetória do disparo e os ferimentos não são compatíveis com um ato voluntário, além da presença de sangue em diferentes cômodos do imóvel, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica do crime.

O caso segue sob investigação, e novos laudos ainda devem ser analisados para esclarecer completamente o que aconteceu.

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