No último domingo (22), os pais da policial militar Gisele Alves Santana se pronunciaram pela primeira vez sobre a prisão do genro, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Ele foi detido na semana passada, acusado de feminicídio e fraude processual.

Foto: Reprodução
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No último domingo (22), os pais da policial militar Gisele Alves Santana se pronunciaram pela primeira vez sobre a prisão do genro, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto. Ele foi detido na semana passada, acusado de feminicídio e fraude processual.

Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, da Record, Marinalva Vieira e José Simonal comentaram a prisão do suspeito e afirmaram confiar no avanço das investigações. Para a família, a detenção representa um primeiro passo em busca de justiça.

“Não vai trazer minha filha de volta, mas alivia meu coração só de ver ele preso”, disse a mãe de Gisele.

Os pais também negaram qualquer contato com o genro após a morte da filha, contrariando a versão apresentada por ele. Segundo Marinalva, a família sequer foi comunicada diretamente sobre o falecimento.

Até hoje não tivemos contato nenhum com ele. Ficamos sabendo da morte da minha filha por uma colega dela. Que marido é esse?”, questionou.

A mãe ainda relatou episódios que, segundo ela, evidenciavam o comportamento ciumento do suspeito. “Eu já pressentia pelas atitudes dele. Uma vez, ele encontrou uma bala na bolsa da minha filha e perguntou: ‘Gisele, pra que essa bala? Você vai beijar quem?’”, contou.

José Simonal reforçou o relato da esposa e afirmou que o ciúme do tenente-coronel ultrapassava os limites do que considera normal. “Ter ciúmes é comum, mas quando passa do limite, a gente percebe que não é algo saudável”, desabafou.

Relembre o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada gravemente ferida no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, região central da capital paulista. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu.

Inicialmente tratado como suicídio, o caso mudou de rumo após a exumação do corpo e novos laudos periciais, que apontaram inconsistências na versão apresentada.

Com base nas investigações, o tenente-coronel foi indiciado por feminicídio e fraude processual. A prisão foi autorizada pela Justiça após pedido da Polícia Civil, com aval do Ministério Público.

Perícias indicaram que a trajetória do disparo e os ferimentos não são compatíveis com um ato voluntário, além da presença de sangue em diferentes cômodos do imóvel, o que levanta suspeitas sobre a dinâmica do crime.

O caso segue sob investigação, e novos laudos ainda devem ser analisados para esclarecer completamente o que aconteceu.

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