O Minha Casa, Minha Vida foi ampliado e agora atende famílias com renda de até R$ 13 mil, criando uma nova faixa para a classe média. A medida reajusta valores de imóveis e deve incluir milhares de novos beneficiários, mantendo juros abaixo do mercado.
O Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação do acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida, que agora passa a atender famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. A mudança cria uma nova faixa e amplia o alcance da política habitacional para a classe média.
Novas faixas de renda da Minha Casa, Minha Vida
Com a atualização, os limites de renda mensal familiar ficaram definidos da seguinte forma:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: até R$ 5.000
- Faixa 3: até R$ 9.600
- Faixa 4: até R$ 13.000
A ampliação deve permitir que cerca de 31,3 mil famílias passem a se enquadrar na faixa 3. Além disso, outras 8,2 mil famílias entram no programa pela primeira vez, agora incluídas na faixa 4, voltada à classe média.
Novos valores dos imóveis
Os limites de valor dos imóveis também foram atualizados, mas apenas para as faixas mais altas:
- Faixas 1 e 2: entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da cidade
- Faixa 3: até R$ 400 mil
- Faixa 4: até R$ 600 mil
Nas faixas 1 e 2, os valores variam conforme o porte do município, podendo chegar a R$ 275 mil em cidades com mais de 750 mil habitantes.
Taxas de juros seguem inalteradas
Apesar das mudanças, as taxas de juros do financiamento permanecem as mesmas:
- Faixa 1: de 4,00% a 5,00% ao ano
- Faixa 2: de 4,75% a 7,00% ao ano
- Faixa 3: de 7,66% a 8,16% ao ano
- Faixa 4: cerca de 10,00% ao ano
Os percentuais continuam abaixo dos praticados no mercado tradicional, o que mantém o programa como uma alternativa mais acessível para quem busca sair do aluguel.
Orientação financeira
Especialistas recomendam cautela antes de assumir o financiamento. A orientação é que a parcela não ultrapasse 30% da renda mensal da família, garantindo equilíbrio no orçamento ao longo do contrato, que costuma ser de longo prazo.
